Ignorância ou má vontade?

Publicado em 03 de setembro de 2010 — por reformaagraria2
Category (6) Clipping

Enquanto no Parlamento a direita arregaça as mangas para voltar a gastar dinheiro público com uma CPMI criada apenas para criminalizar a luta por Reforma Agrária, alguns veículos e indivíduos da grande imprensa do Brasil se mostram capazes de nos surpreender com exemplos cada vez mais peremptórios de anti-profissionalismo e desprezo à ética jornalística.

Matéria (????!!!) publicada pelo portal Terra nesta quarta-feira (1/9) tenta deslegitimar, a um só tempo, uma candidatura de esquerda, um plebiscito popular, a Reforma Agrária e os movimentos sociais brasileiros. É de arrepiar!

Vejamos:

Plínio defende limite de propriedade, mas exclui seus bens

João Pequeno

Direto do Rio de Janeiro

O candidato à presidência pelo PSOL, Plínio de Arruda Sampaio defendeu a limitação das propriedades privadas de terra ao iniciar seu (como se o candidato fosse dono do Plebiscito) plebiscito informal (sem valor legal), nesta quarta-feira (1), no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), da UFRJ. Questionado pelo humorista Rafael Cortez, do CQC, da Band, sobre se não deveria começar a reforma agrária por seus bens, Plínio, que pertence à família tradicional (vale comentar a crase mal empregada?), saiu pela tangente (quanta isenção!), ressaltando que a votação é apenas sobre propriedades rurais. Ele frisou que perde dinheiro em sua campanha. (Então quer dizer que pertencer a uma família tradicional o impede de querer ver o Brasil sem a dominação dessas famílias???)

Plínio usou os dados do Censo Agropecuário de 2009, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para defender a limitação do tamanho das fazendas privadas. “A maior parte dos alimentos produzidos vem da agricultura familiar”, ressaltou.

A distribuição em larga escala desses alimentos é promovida, porém, em parceria com grandes empresas – como o próprio Plínio admitiu, após ser questionado pelo Terra , e não pelo modelo de assentamentos defendido pelo MST e pela CPT. (Manipulação grosseira! O que Plinío “admitiu”, na realidade, é que a distribuição em larga escala é aquela que o agronegócio exporta em forma de commodities, e nada tem a ver com alimento.)

O plebiscito pela limitação das terras é apoiado por organizações como a CPT (Comissão Pastoral da Terra), da Igreja Católica, e o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).

A campanha pede limite máximo de 35 módulos fiscais – unidade definida pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) de forma tão variável que pode ir de 5 a 110 hectares, dependendo da região. Não é prevista nenhuma limitação para propriedade estatal.

Proibida nas eleições, a boca de urna é praticamente uma regra no plebiscito informal, cujas urnas foram espalhadas por diversas outras universidades, como Uerj e Uni-Rio. Junto à urna, voluntárias da campanha recolhem assinaturas para um abaixo-assinado a favor da causa. (Um belo jeito de confundir o leitor e deslegitimar a consulta popular. O material distribuído junto às urnas nada mais é que uma tentativa de fazer chegar à população o que a imprensa burguesa faz questão de esconder: a concentração absurda de terras em nosso país).

Elas distribuem um folheto e um folder. O primeiro mostra “dez respostas para uma pergunta: por que as propriedades rurais de terra no Brasil precisam de um limite máximo de tamanho?”. A primeira “resposta” afirma que a concentração de terras é a grande responsável pela miséria e fome em nosso país.

Nenhuma pesquisa que comprove a afirmação é apresentada, mas a própria cédula de votação oferece respostas em suas duas questões, perguntando se o votante concorda primeiro “que as grandes propriedades rurais de terra no Brasil devem ter um limite máximo de tamanho” e, em seguida, se “concorda que o limite (…) pode aumentar a produção de alimentos saudáveis e melhorar as condições de vida no campo e na cidade”. (Se o jornalista (???!!!!) se desse ao trabalho de ler minimamente o material, constataria que os textos estão repletos de informações do Censo Agropecuário do IBGE)

O folder, por sua vez, atribui à “contração de terras no latifúndio e grandes empresas” como “responsável pelos conflitos e a violência no campo nos últimos 25 campos”, omitindo que boa parte dessas ocorrências deve-se a ações do próprio MST, um dos apoiadores da campanha. (Opa, opa! Quem é mesmo que está afirmando sem provar?)

Em junho, o próprio Plínio de Arruda Sampaio, durante palestra na Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), defendeu depredações do MST, alegando que “é o jeito de chamar atenção”. “Quando me perguntaram, no Senado o que eu achava de quebrarem três mil árvores da Cutrale, respondi que o MST errou, pois deveriam ter queimado 30 mil. Sabe quantos laranjais ela tem? Um milhão”, disse.

Pra refletir: isso é que é jornalismo?

Parece que nem o próprio Terra pôde suportar um texto tão mal feito e enviesado. Tanto que alguma cabeça mais ajuizada suprimiu alguns trechos da sofrível matéria, que parece ter sido escrita com muita má vontade. Ou será ignorância?    

Limite da Propriedade: baixe os spots e divulgue o Plebiscito

Publicado em 02 de setembro de 2010 — por reformaagraria2
Category (5) Eu apoio a reforma agrária

O Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra, no Rio de Janeiro, acontece até o dia 10 de setembro. O coletivo de comunicadores pela Reforma Agrária do estado produziu três spots de rádio para ajudar na divulgação do plebiscito.

Vote ‘SIM’ se você concorda que é preciso acabar com a concentração de terras e riqueza em nosso país.  Com uma Reforma Agrária justa podemos desenvolver o Brasil não só economicamente, mas também no âmbito social, gerando renda, empregos e distribuição de renda.  A consulta é promovida pela Campanha Nacional pelo Limite da Propriedade da Terra, do  Fórum Nacional da Reforma Agrária e Justiça no Campo (FNRA).

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Assista vídeo do Plebiscito

Publicado em 27 de agosto de 2010 — por reformaagraria1
Category (5) Eu apoio a reforma agrária

Entidades lançam plebiscito pelo limite da propriedade da terra no Rio

Publicado em — por reformaagraria1
Category (5) Eu apoio a reforma agrária

Nesta sexta-feira (27/8), acontece o ato político cultural de lançamento do Plebiscito pelo Limite da Propriedade da Terra, no Rio de Janeiro. Com participação de dom Tomas Balduíno, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), de Carlos Walter Porto Gonçalves, professor da Universidade Federal Fluminense e Sandra Quintela, do Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (Pacs).

A atividade acontece na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), que fica na Rua Araújo Porto Alegre, 71, a partir das 18h30.

O Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra será na semana do Grito dos Excluídos, de 1 e 7 de setembro, para aproximar a população brasileira da discussão sobre a necessidade de impor limites à concentração de terras no país. A consulta popular é uma das ações da Campanha Nacional pelo Limite da Propriedade da Terra, que o Fórum Nacional da Reforma Agrária e Justiça no Campo (FNRA) promove há dez anos.

Mais de 50 entidades integram o FNRA, que pretende com o plebiscito pressionar o Congresso Nacional para incluir na Constituição Brasileira um inciso que limite a terra em 35 módulos fiscais.

Esses módulos são unidades de medida estabelecidas nos municípios, que refletem a área média dos imóveis a partir da situação geográfica. Áreas acima de 35 módulos seriam incorporadas ao patrimônio público e destinadas à Reforma Agrária.

MST promove ato político-cultural em São Paulo

Publicado em 19 de agosto de 2010 — por reformaagraria1
Category Sem categoria

ATO POLÍTICO-CULTURAL PELA
REFORMA AGRÁRIA EM SÃO PAULO

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Dia- sexta-feira (20/8)
Hora- a partir das 13h
Local- Praça da Sé, centro de São Paulo

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O MST vem para as cidades nesta semana pedir apoio, mais uma vez, a todos os trabalhadores e trabalhadores em defesa da Reforma Agrária. Queremos apresentar uma proposta de novo modelo para agricultura brasileira, que de fato distribua a terra, ajude a gerar emprego, produzir alimentos de qualidade e a preços acessíveis aos brasileiros.

O Movimento tem como objetivo principal a luta pela democratização da terra. O Brasil tem uma das maiores concentrações de terra do mundo: mais de 43% das terras agricultáveis do país estão nas mãos de 1% de latifundiários (cerca de 50 mil proprietários, enquanto 4 milhões de famílias não tem terra para trabalhar). Nós avaliamos que, para distribuir parte das terras improdutivas, é necessário fazer um processo massivo de Reforma Agrária. Dessa forma, as condições de vida da população das cidades também vai melhorar.

Defendemos uma Reforma Agrária Popular, com a criação de agroindústrias, que possam gerar renda e criar empregos no meio rural, com a construção de escolas e universidades de boa qualidade, possibilitando que a população permaneça no campo e tenha boas condições de vida. A nossa luta incansável faz dos Sem Terra vítimas de uma grande campanha de criminalização da mídia e dos latifundiários por defender a bandeira da divisão da terra . Há uma tentativa de transformar o MST em culpado pelos crimes causados pelo latifúndio do agronegócio.

Nós viemos às cidades e vamos sair às ruas para denunciar o agronegócio pela destruição da natureza, pelo uso de grande quantidade de veneno – que além de destruir o solo envenena a população – e pela expulsão do homem e da mulher do campo. Queremos também denunciar o uso de trabalho escravo nas áreas de produção do agronegócio. Um crime como esse não pode ficar impune e essas terra devem ser distribuídas para a Reforma Agrária.

Ajude a defender a Reforma Agrária. Dividir a terra é contribuir com a melhoria das condições de vida dos trabalhadores do campo e da cidade. Defender a Reforma Agrária é lutar pela preservação do meio ambiente e pelo fim da violência no campo, produzida pelas grandes empresas capitalistas e pelo latifúndio. Participe dessa luta. Vista o boné do MST e ajude a defender essa bandeira, que não é só dos camponeses, é sua também.Viva Reforma Agrária! Viva o povo brasileiro!

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VOCÊ DEFENDE A REALIZAÇÃO DA
REFORMA AGRÁRIA NO PAÍS? PARTICIPE!
WWW.MST.ORG.BR

Requisitos para justiça no campo

Publicado em 16 de agosto de 2010 — por reformaagraria1
Category Sem categoria

Vantagens sociais, políticas e econômicas para a produção agrícola. Esses seriam os pontos positivos trazidos pela reforma agrária no Brasil, junto da limitação da propriedade da rural. “Não havendo limite para a expansão da propriedade da terra, não há limite, igualmente, para o crescimento da pobreza da população sem terra”, acrescentou o advogado Jacques Alfonsin na entrevista que concedeu à IHU (instituto humanitas da Unisinos- São leopoldo=-RS) por e-mail. Além disso, caso essa limitação não seja colocada em prática, a reforma agrária não passará de uma “mera” hipótese.

Ele analisou, também, os efeitos perversos que a mercantilização da terra provoca em nosso meio-ambiente, destacando que jamais o latifúndio tomou em conta “que, além da relação de pertença do proprietário com o seu bem, o direito de propriedade da terra tem de respeitar o seu destino”.

Segundo Alfonsin, há uma desproporção entre as benesses oferecidas pelo Poder Público ao agronegócio, sobretudo ao exportador, comparativamente àquelas destinadas à agricultura familiar. Tal postura reflete uma opção política que “se assemelha ao velho e perverso modelo colonizador que nos oprimiu no passado e ainda deita suas raízes nos dias de hoje”.

Jacques Távora Alfonsin é advogado do MST e procurador aposentado do Estado do Rio Grande do Sul. É mestre em Direito, pela Unisinos, onde também foi professor. É membro da ONG Acesso, Cidadania e Direitos Humanos e publica, periodicamente, seus artigos nas Notícias do Dia na página do IHU.

Confira a entrevista.

Leia mais

Congresso absolve MST

Publicado em 03 de agosto de 2010 — por reformaagraria
Category (2) Reforma agrária e desenvolvimento, (3) Monitor da CPMI e criminalização

por Frei Betto

O MST jamais desviou dinheiro público para realizar ocupações de terra — eis a conclusão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito(CPMI), integrada por deputados federais e senadores, instaurada para apurar se havia fundamento nas acusações, orquestradas pelos senhores do latifúndio, de que os movimentos comprometidos com a reforma agrária se apoderaram de recursos oficiais.

Em oito meses, foram convocadas 13 audiências públicas. As contas de dezenas de cooperativas de agricultores e associações de apoio à reforma agrária foram exaustivamente vasculhadas. Nada foi apurado. Segundo o relator, o deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP), “foi uma CPMI desnecessária”.

Não tão desnecessária assim, pois provou, oficialmente, que as denúncias da bancada ruralista no Congresso são infundadas. E constatou-se que entidades e movimentos voltados à reforma fundiária desenvolvem sério trabalho de aperfeiçoamento da agricultura familiar e qualificação técnica dos agricultores.

O que os denunciantes buscavam era reaquecer a velha política — descartada pelo governo Lula — de criminalizar os movimentos sociais brasileiros. Esse tipo de terrorismo tupiniquim a história de nosso país conhece bem: Monteiro Lobato foi preso por propagar que havia petróleo no Brasil (o que prejudicou os interesses norte-americanos); foram chamados de comunistas os que defendiam a criação da Petrobras; e, de terroristas, os que lutavam contra a ditadura e pela redemocratização do país.

A comissão parlamentar significou, para quem insistiu em instaurá-la, um tiro saído pela culatra. Ficou claro para deputados e senadores bem intencionados que é preciso votar, o quanto antes, o projeto de lei que prevê a desapropriação de propriedades rurais que utilizam trabalho escravo em suas terras. E resolver, o quanto antes, a questão dos índices de produtividade da terra.

A investigação trouxe à luz não a suposta bandidagem do MST e congêneres, como acusavam os senhores do latifúndio, e sim a importância desses movimentos no atendimento à população sem terra. Eles cuidam da organização de acampamentos e assentamentos e, assim, evitam a migração que reforça, nas cidades, o cinturão de favelas e o contingente de famílias e pessoas desamparadas, sujeitas ao trabalho informal, ao alcoolismo, às drogas, à criminalidade.

Segundo Jilmar Tatto, os inimigos da reforma agrária “fizeram toda uma carga, um discurso muito raivoso, colocaram dúvidas em relação ao desvio de recursos públicos e perceberam que a montanha tinha parido um rato. Porque não havia desvio nenhum. As entidades e o governo abriram todas as suas contas. Foram transparentes e, em nenhum momento, conseguiu-se identificar um centavo de desvio de recurso público. Foram desmoralizados (os denunciantes), e resolveram se ausentar dos trabalhos da CPMI. (…) Foi um trabalho produtivo, no sentido de deixar claro que não houve desvio de recurso público para fazer ocupação de terras no Brasil. O que houve foi a oposição fazendo uma carga muito grande contra o governo e o MST”.

Os parlamentares sensíveis à questão social no Brasil se convenceram, graças ao trabalho da comissão, de que é preciso aumentar os recursos para a agricultura familiar; garantir que a legislação trabalhista seja aplicada na zona rural; e incentivar sempre mais os plantios alternativos e os alimentos orgânicos, sobre cuja qualidade nutricional não paira a desconfiança que pesa sobre os transgênicos. E, sobretudo, intensificar a reforma agrária no país, desapropriando, como exige a Constituição, as terras improdutivas.

Dados recentes mostram que, no Brasil, se ocupam 3 milhões de hectares com a lavoura de arroz e 4,3 milhões com feijão. Segundo o geógrafo Ricardo Alvarez, se compararmos com os 851 milhões de hectares que formam este colosso chamado Brasil veremos que as cifras são raquíticas. Apenas 0,85% do território nacional está ocupado com o cereal e a leguminosa. Um aumento de apenas 20% na área plantada significaria passar de 7,3 para 8,7 milhões de hectares, com forte impacto na alimentação do povo brasileiro.

Para Alvarez, o aumento da produção levaria à queda de preços, ruim para o produtor, bom para os consumidores. Caberia, então, ao governo implantar uma política de ampliação da produção de alimentos, garantir preços mínimos, forçar a ocupação da terra, combater o latifúndio, gerar empregos no campo e atacar a fome. Ação muito mais eficiente, graças aos 20% de acréscimo na área plantada, do que o assistencialismo alimentar.

O latifúndio ocupa, hoje, mais de 20 milhões de hectares com soja. No início dos anos 1990, o número beirava os 11,5 milhões. A cana-de-açúcar foi de 4,2 para 6,5 milhões de hectares no mesmo período. Arroz e feijão sofreram redução da área plantada. Hoje o brasileiro consome mais massas do que a tradicional combinação de arroz e feijão, de grande valor nutritivo.

Alvarez conclui: “Não faltam terras no Brasil, faltam políticas de distribuição delas. Não faltam empregos, falta vontade de enfrentar a terra improdutiva. Não falta comida, falta direcionar a produção para atender as necessidades básicas de nossa população”.

Serra age como terrorista. Lei de Segurança Nacional nele!

Publicado em 20 de julho de 2010 — por reformaagraria1
Category (3) Monitor da CPMI e criminalização

Por Paulo Henrique Amorim
Do Conversa Afiada

O desespero tomou conta dele

Saiu no UOL:

Serra diz que MST promoveria invasões com dinheiro público em um governo Dilma

GABRIELA GUERREIRO
ENVIADA A GOIÂNIA

O candidato José Serra (PSDB) fez críticas ao que chama de ligação do governo federal com o MST (Movimento dos Sem-Terra) –de quem financiaria as ações–, e insinuou que o movimento promoveria mais invasões com dinheiro público em um eventual governo Dilma Rousseff (PT).

“O dirigente principal do MST, [João Pedro] Stédile, disse que todo o MST deve apoiar a Dilma porque no governo dela eles vão poder agitar mais e invadir mais. Ele não disse, entre parênteses, com o dinheiro público.”

Na opinião de Serra, o MST teve a “esperteza” de virar pessoa jurídica para fazer campanha com dinheiro público. “Pode pegar as ONGs deles, eles estão todos fazendo campanha eleitoral, o que é ilegal. Aliás, o advogado [Fernando Neves, ex-ministro do TSE] disse uma coisa reproduzindo, talvez, Fernando Pessoa. Disse: Tudo vale a pena, quando a multa é pequena.”

Navalha

Terrorista age assim.

Espalha o pânico.

Desestabiliza.

Incita à reação violenta.

Destrói os valores.

Desmonta as instituições.

É o grito do desesperado.

É o que ele tentou em 2002: o Lula ia transformar o Brasil  numa Argentina.

E a Regina Duarte morria de medo.

E o brasileiro elegeu o Lula por 61 a 39%.

Foi o que fez o Collor: o Lula ia confiscar a poupança.

E quem confiscou foi ele, Collor.

O Serra faz qualquer coisa.

Serra faz tudo o que a Veja manda.

Como diz o Ciro, ele passa com um trator por cima da mãe, se for necessário.

Pelo jeito, vai passar.

Clique aqui para ler “CPI da Kátia não achou nenhuma irregularidade nas contas do MST”

Paulo Henrique Amorim



“Ruralistas tiraram nota zero”, afirma deputado

Publicado em — por reformaagraria1
Category (3) Monitor da CPMI e criminalização

Por Vania Alves
Para o Blog da Reforma Agrária

Na avaliação do deputado deferal Paulo Teixeira (PT-SP), a CPMI contra a Reforma Agrária foi um “tiro no pé” da bancada ruralista.

Para ele, a iniciativa que tinha como objetivo de minar o programa de Reforma Agrária acabou fortalecendo ainda mais as entidades que trabalham nos assentamentos.

Em relação ao pedido de prorrogação das investigações por Onxy Lorenzoni (DEM-RS), Teixeira afirma que “ele perdeu o prazo, em mais uma demonstração do pouco caso da bancada ruralista em relação à CPMI. Quando você perde o prazo para entregar um trabalho na escola, você perde nota. Ele tirou nota zero”

O senhor concorda com o relator da CPMI, deputado federal Jilmar Tatto (PT/SP), de que a instalação dessa comissão foi desnecessária?

Eu concordo. A senadora Kátia Abreu (DEM/TO) que foi quem defendeu a CPMI não foi a uma reunião sequer. A CPMI não foi criada a partir de nenhuma denúncia nova e todos os pedidos de apuração de irregularidades eram muito genéricos No decorrer dos trabalhos, todas as perguntas direcionadas às entidades foram respondidas satisfatoriamente. Ficou claro que essa CPMI foi criada com interesse de desgastar o programa de reforma agrária. Então, a motivação foi puramente ideológica. A banca ruralista não queria apurar nada só queria atrapalhar.

E o senhor acha que esse objetivo foi atingido?

Não. Eles (os deputados da bancada ruralista) não conseguiram nem provar irregularidades no programa, nem desgastar o programa da reforma agrária, pelo contrário. A CPMI mostrou que esse é um dos programas mais efetivos e baratos de combate a pobreza. Hoje só uma casa na cidade custa de R$ 50 mil e depois têm todas as ações de inclusão social que são caras enquanto o programa de reforma agrária já inclui as pessoas socialmente de uma forma ampla.

O que o senhor achou da estratégia do deputado Onyx Lorenzoni de pedir a prorrogação da CPMI?

Ele perdeu o prazo, em mais uma demonstração do pouco caso da bancada ruralista em relação à CPMI. Quando você perde o prazo para entregar um trabalho na escola, você perde nota. Ele tirou nota zero.

Acampamentos do MST no Mato Grosso do Sul recebem brasiguaios que saíram do Paraguai

Publicado em 19 de julho de 2010 — por reformaagraria1
Category (2) Reforma agrária e desenvolvimento

Agricultores brasileiros enfrentam conflitos com paraguaios sem-terra. Ameaças e violência estão trazendo alguns deles de volta ao país para viver em acampamentos do MST.

Veja matérias do programa Globo Rural, que foram veiculadas no domingo.

PARTE 1

PARTE 2

PARTE 3