Arquivo para ‘(4) Latifúndio no banco dos réus’

Mídia oculta os crimes dos ruralistas

Publicado 19 de maio de 2010 — por reformaagraria1
Categoria (4) Latifúndio no banco dos réus

Por Altamiro Borges
No Blog do Miro

A Agência Câmara noticiou nesta semana que a Polícia Federal ouviu os depoimentos de três ex-diretores do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), entidade vinculada aos ruralistas, suspeitos de fraudes em licitações que causaram rombo de R$ 10 milhões aos cofres públicos. A mídia hegemônica, que clamou pela instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) contra o MST, simplesmente evitou tratar do assunto. Ela faz alarde contra as entidades ligadas à reforma agrária, mas silencia totalmente sobre as falcatruas dos barões do agronegócio.

A reportagem revela que o esquema foi descoberto durante a “Operação Cartilha”, desencadeada em fevereiro passado. “Um dos ouvidos, segundo informações da PF, foi indiciado por formação de quadrilha e fraude em licitação. A Polícia Federal não revelou os nomes dos ouvidos e nem quem foi indiciado. Prestaram depoimento ao delegado Irene Pereira, esposa do deputado federal Homero Pereira (PR) e outros dois ex-diretores do Senar. Sendo que ela foi indiciada”. Irene e outros cinco executivos sob investigação sigilosa faziam parte da alta gerência do Senar.

Desvio para a campanha eleitoral?

A “Operação Cartilha” foi solicitada pela Controladoria-Geral da União para apurar o desvio de materiais destinados ao Programa de Formação Rural do Senar. A CGU estima que o prejuízo ao erário seja de R$ 9.926.601,41. “Investigações da PF indicam que contratações de entidades sem fins lucrativos visavam, na realidade, favorecer empresas do ramo gráfico de Brasília”. Inúmeras contratações foram executadas sem licitações e com preços superfaturados. Há suspeitas de que o dinheiro seria desviado para as campanhas eleitorais de candidatos vinculados aos ruralistas.

Esta não é a primeira, nem será a última, denúncia envolvendo os barões do agronegócio, que se travestem de “paladinos da ética” e lideram a histeria contra os subsídios públicos concedidos às entidades vinculadas à reforma agrária. O Senar, administrado pelas federações estaduais filiadas à Confederação Nacional da Agricultura (CNA), presidida pela fascistóide Kátia Abreu, gerencia milhões de reais dos cofres públicos sem qualquer transparência. Levantamento recente confirma os seguintes valores doados às entidades ruralistas para a “qualificação dos produtores rurais”:

- Senar/Acre – R$ 978.854,63

- Senar/Alagoas – R$ 778.188,26

- Senar/Amazonas – R$ 663.270,90

- Senar/Amapá – R$ 426.151,81

- Senar/Bahia – R$ 2.171.477,38

- Senar/Ceará – R$ 3.782.325,73

- Senar/Distrito Federal – R$ 352.188,11

- Senar/Espírito Santo – R$ 411.689,98

- Senar/Goiás – R$ 1.634.195,00

- Senar/Maranhão – R$ 1.670.632,30

- Senar/Minas Gerais – R$ 11.274.446,00

- Senar/Mato Grosso do Sul – R$ 1.752.641,00

- Senar/Mato Grosso – R$ 3.813.263,87

- Senar/Pará – R$ 1.517.276,68

- Senar/Paraíba – R$ 184.633,07

- Senar/Pernambuco – R$ 400.000,00

- Senar/Piauí – R$ 345.638,43

- Senar/Paraná – R$ 6.710.444,31

- Senar/Rio de Janeiro – R$ 1.105.468,25

- Senar/Rio Grande do Norte – R$ 318.511,33

- Senar/Roraima – R$ 502.979,08

- Senar/Rondônia – R$ 1.047.509,27

- Senar/Rio Grande do Sul – R$ 4.817.230,00

- Senar/Santa Catarina – R$ 2.838.636,77

- Senar/Sergipe – R$ 609.533,90

- Senar/São Paulo – R$ 9.625.122,90

- Senar/Tocantins – R$ 650.523,70.

Kátia Abreu sob suspeição

Este enorme volume de recursos, porém, geralmente não é destinado à formação dos produtores. Ele serve, inclusive, para o pagamento de altos salários aos dirigentes das entidades ruralistas – o que é ilegal. A Federação da Agricultura de São Paulo, por exemplo, já foi condenada a devolver um milhão de reais, desviados para o pagamento de diárias dos seus dirigentes. As entidades dos ruralistas do Rio Grande do Sul e do Mato Grosso do Sul também já estão sob investigação.

No caso da federação dos ruralistas do Tocantins, presidido por Kátia Abreu entre 1995-2005, as suspeitas são ainda mais graves. O Tribunal de Contas da União (TCU) já questionou a prestação de contas do Senar e até convocou Kátia Abreu para esclarecimentos. O caso é tão sinistro que a própria CNA, antes da eleição da senadora para sua presidência, decretou intervenção na unidade do Tocantins. A sujeira parece ser brava. Mas a mídia prefere ocultar os crimes dos ruralistas – inclusive porque Kátia Abreu é sondada para ser vice na chapa do demotucano José Serra. 

Mulher de deputado ruralista é indiciada por desvios no Senar, braço da CNA

Publicado 12 de maio de 2010 — por reformaagraria1
Categoria (4) Latifúndio no banco dos réus

Caso diz respeito a suposta fraude em licitações
rombo estimado é de 10 milhões
Homero Pereira exerce grande influência na Famato e no próprio Senar

Do Mídia News

Três denunciados no suposto esquema de fraude em licitações feitas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), cujo rombo é estimado em R$ 10 milhões, prestaram depoimentos ao delegado da Polícia Federal, Márcio Carvalho, na tarde de segunda-feira (10).

O esquema foi revelado durante “Operação Cartilha”, desencadeada em fevereiro passado.

Um dos ouvidos, segundo informações da PF, foi indiciado por formação de quadrilha e fraude em licitação. A Polícia Federal não revelou o nome dos ouvidos e nem quem foi indiciado.

Conforme MidiaNews apurou, prestaram depoimento, Irene Pereira, esposa do deputado federal, Homero Pereira (PR), e outros dois ex-diretores do Senar. Sendo que ela foi indiciada.

Homero confirmou que sua esposa foi indiciada no caso, juntamente com outras cinco pessoas que faziam parte da gerência do Senar e outras ligadas diretamente ao processo licitatório.

“Pelo que sabemos, 14 pessoas foram ouvidas e seis foram indiciadas a critério da Polícia Federal. Nenhuma das ouvidas tiveram a oportunidade de defesa ainda, pois isso não é feito nesse momento”, afirmou o deputado.

O parlamentar informou que sua esposa ocupou a gerência administrativa do Senar, sem precisar da data durante a qual ocupou o cargo, afirmando que, por esse motivo, ela foi indiciada.

Porém, comentou que ela não teve acesso aos processos licitatórios, que foram colocados em suspeita. “Ela nunca participou das licitações, era uma funcionária que estava na função de gerente e prestou depoimento a Polícia Federal”, disse.

Ele ainda evitou detalhar assuntos do processo de investigação, declarando que é uma situação “dura” para se encarar, mas sua esposa irá fazer a defesa de todas as acusações.

“É duro receber uma acusação, ainda mais para uma pessoa que não está acostumada com esse tipo de situação, de estar em porta de delegacia, Mas, vamos fazer a defesa e tudo será explicada pela parte dela”, destacou.

Histórico

A investigação começou a partir de fiscalização da Controladoria-Geral da União (CGU) das aquisições, com e sem licitações, de materiais destinados à execução do Programa Agrinho e Programa de Formação Rural e Promoção Social. Ambos são de responsabilidade do Senar, nos anos de 2002 a 2009. Os programas são destinados para estudantes e trabalhadores rurais, respectivamente.

Segundo as estimativas da CGU, prejuízo ao erário está estimado em R$ 9.926.601,41, se considerados os dois programas. As investigações da PF indicam que contratações de entidades sem fins lucrativos visavam, na realidade, ao favorecimento de empresas do ramo gráfico em Brasília, sendo estas as reais recebedoras dos pagamentos originados de contratações sem licitação e com graves indícios de superfaturamento.

Na época, a procuradora federal Vanessa Ribeiro Scarmagnani afirmou a existência de indícios de fraude nas licitações para a confecção e impressão de cartilhas e manuais que serão distribuídos pelo Senar para famílias agricultoras do Estado.

O Senar é uma instituição criada em 1991 para organizar, administrar e executar a formação profissional do trabalhador rural. É vinculada ao Ministério da Agricultura e tem, como primeira fonte de renda, as contribuições de 2,5% sobre a remuneração paga aos empregados nos ramos agroindustriais, agropecuários, extrativistas e cooperativistas.



Ruralistas temem o projeto ficha limpa; é sujeira!

Publicado 11 de maio de 2010 — por reformaagraria1
Categoria (4) Latifúndio no banco dos réus

Por Rodrigo Vianna
Do Blog do Escrevinhador

O tão falado “agronegócio moderno” mostra a cara e está preocupado

A bancada ruralista se preocupa: o projeto ficha limpa prevê inelegibilidade para quem cometer crimes contra o meio ambiente e a saúde pública.

Se for aprovado, a bancada corre sério risco de extinção. Não vai sobrar um.

O PP já se movimenta para impedir isso. Propôs a emenda que suprime estes termos do projeto, a votação deve ocorrer esta noite.

O PP fez também a emenda que sugere a exclusão do crime de abuso de autoridade. Leia mais

Kátia Abreu, uma rainha medieval

Publicado 05 de maio de 2010 — por reformaagraria1
Categoria (4) Latifúndio no banco dos réus

A jornalista Miriam Leitão, de O Globo, condenou a tentativa da senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), de impedir com recurso no STF a implementação de normas que garantem mínimas condições de vida aos trabalhadores rurais.

A CNA tenta impedir a implementação da Norma Regulamentadora 31, que tem um lista com 252 itens para o cumprimento dos proprietários rurais.

De acordo com Leitão, “regras que não precisariam ser escritas desde o fim das senzalas”, como fornecer água potável e construir banheiros nos alojamentos.

“Não cumprir essas regras seria restituir uma ordem medieval do trabalho”, afirma a colunista global.

Em entrevista à Veja, Kátia Abreu disse que é impossível respeitar esses itens. “Isso é uma exorbitância”, classificou.

“A senadora reclama dessas normas dizendo que elas são fruto de preconceito ideológico contra a propriedade privada. Na verdade, não parecem ser contra o capitalismo, mas sim a favor do trabalho assalariado e, com garantias e direitos, que é da natureza do próprio capitalismo”, afirma.

Kátia Abreu ainda está no feudalismo. Sonha em construir um castelo nas terras que invadiu em Tocantins e se transformar em uma rainha medieval.

Ela vai cair bem nesse modelito. Leia mais

VÍDEO – A palavra dos ruralistas de Bagé

Publicado 02 de maio de 2010 — por reformaagraria1
Categoria (4) Latifúndio no banco dos réus

O Coletivo Catarse entrevistou ruralistas que montaram uma barreira, por mais de 15 dias, para impedir o andamento do processo de demarcação do Quilombo de Palmas, na cidade de Bagé, na Campanha gaúcha.

Na entrevista a seguir, o ruralista demonstra bem como pensam as entidades do agronegócio, como a Farsul, e os grandes proprietários: o Incra aparece como o bicho-papão do campo, um órgão “tendencioso” e que tenta jogar “o pobre contra o rico”; “o negro contra o branco”, no caso dos quilombolas.

O agronegócio ignora as desigualdades no campo e, como um parasita, usa e abusa do Estado para o seu benefício.

No entanto, quando se sente atingido por alguma política ou medida, logo se faz de vítima e coloca em ação o seu dinheiro, seja contra os sem -terra, quilombolas ou indígenas. E passa por cima das leis e nada acontece…

O laudo antropológico do Incra constata que a Comunidade do Quilombo de Palmas vive no local há cerca de 200 anos.

Mas os ruralistas da região de Bagé não aceitam. Dizem que “afrodescendente não é quilombola”.

Aí a turma da Kátia Abreu apela e monta as suas barreiras na rodovia (da mesma forma como fizeram para impedir o cumprimento da lei que determina a atualização dos índices de produtividade).

Trincheiras do latifúndio…

Veja aqui o vídeo.

Dom Tomás, cuidado com o olho gordo da Kátia

Publicado 30 de abril de 2010 — por reformaagraria1
Categoria (4) Latifúndio no banco dos réus

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Conferação Nacional da Agriculura (CNA), deve estar indignada – na verdade, morrendo de inveja – do bispo Dom Tomás Balduíno, da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Kátia Abreu foi ao Ministério da Justiça entregar um “dossiê” bombástico com denúncias contra os movimentos sociais do campo, com foco no MST, no dia 13 de abril.

O tal dossiê da CNA não apresentava nada com credibilidade maior que as declarações de ódio dos ruralistas aos trabalhadores rurais sem-terra (clique aqui e veja os documentos).

Foto - Wenderson AraújoUma senadora da República, “proprietária” de pelo menos 2.500 hectares de terras, líder da maior entidade de classe do agronegócio do país e pretensa candidata a vice-presidente foi obrigada a protocolar no guichê do Ministério da Justiça o seu dossiê…

Kátia Abreu (na foto) não foi recebida por nenhuma autoridade.

Que absurdo!

Circula até um vídeo na internet sobre esse episódio, que foi uma falta de respeito com uma pessoa tão importante para o país… (indicação do leitor Carlos Cândido)

Isaac Amorim/ACS/MJNa tarde desta quinta-feira, o bispo Dom Tomás Balduíno (à direita na foto), da CPT, foi ao mesmo Ministério da Justiça.

Tomás levou com ele dirigentes dos movimentos sociais do campo (aqueles que invadem terras, ameaçam a propriedade privada e desrespeitam o agronegócio).

Na atividade, foram recebidos pelo ministro Luiz Paulo Barreto (à esquerda na foto). Leia mais

Baixe o relatório da CPT com dados da violência do latifúndio contra trabalhadores rurais

Publicado 26 de abril de 2010 — por reformaagraria1
Categoria (1) Raio-x do campo e impactos do agronegócio, (4) Latifúndio no banco dos réus

A 25ª edição do relatório Conflitos no Campo Brasil, da Comissão Pastoral da Terra (CPT) apresenta dados, artigos, estudos e análises da evolução da violência do latifúndio contra trabalhadores rurais.

Clique aqui e faça o download do relatório em PDF.

Veja também vídeo do lançamento dos dados.

Consulte os dados e leia as análises dos seguintes pesquisadores, jornalistas e militantes:

Ariovaldo Umbelino de Oliveira – Professor Titular de Geografia Agrária – FFLCH – USP

Alfredo Wagner Berno de Almeida – Antropólogo. Coordenador do NSCA/CESTU-UEA, professor do PPCAS-UFAM e pesquisador do CNPq.

Verena Glass – jornalista e pesquisadora do Centro de Monitoramento de Agrocombustíveis da Repórter Brasil.

Luis Fernando Novoa Garzon – Prof. da Universidade Federal de Rondônia-UNIR; Doutorando no IPPUR-UFRJ; Membro da Rede Brasil sobre IFMs e da REBRIP.

Xavier Plassat – Coordenador da Campanha Nacional da CPT contra o Trabalho Escravo

Maurício Hashizume – Editor de Jornalismo da Repórter Brasil

Carlos Walter Porto-Gonçalves – Doutor pela UFRJ é Professor do Deptº de Geografia da UFF e de seu Programa de Pós-graduação. É coordenador do LEMTO – Laboratório de Estudos de Movimentos Sociais e Territorialidades.

Paulo Roberto Raposo Alentejano – Doutor pelo CPDA-UFRRJ é Professor do Deptº de Geografia da UERJ-FFP e Pesquisador da Fiocruz. É coordenador do GeoAgrária UERJ.

Antonio Sergio Escrivão Filho – Advogado, Assessor Jurídico da Terra de Direitos, Mestre em Direito Agrário pela Universidade Estadual Paulista/
UNESP.

Darci Frigo -  Advogado, Coordenador Executivo da Terra de Direitos.

Egon Heck – Mestre em Ciências Sociais, coordenador da Regional Mato Grosso do Sul do CIMI.

Antônio Canuto – Secretário da Coordenação Nacional da CPT

Sérgio Sauer – Professor da Faculdade da UnB de Planaltina (FUP/UnB)
Relator do Direito Humano à Terra, Territòrio e Alimentação da Plataforma Dhesca Brasil.

Tribuna da Terra será nesta quarta, em São Paulo

Publicado 20 de abril de 2010 — por reformaagraria
Categoria (4) Latifúndio no banco dos réus

“Por onde passei, plantei a cerca farpada,
plantei a queimada.
Por onde passei, plantei a morte matada.
Por onde passei, matei a tribo calada,
a roça suada,
a terra esperada…
Por onde passei, tendo tudo em lei, eu plantei o nada.”
Pedro Casaldáliga

A questão da terra é uma dívida histórica do Brasil, e ainda atual.

Prova disso é que nos últimos meses a questão da terra foi novamente colocada em discussão pela ocupação de terras públicas apropriadas indevidamente pela transnacional Cutrale, e por causa do III Plano Nacional de Direitos Humanos, que estabelece que é necessário para o processo de desocupação de propriedades a formação de uma comissão para averiguação se as terras estão ou não em condições para a realização da Reforma Agrária.

Na sequência destes fatos, desencadeou-se um processo de criminalização dos lutadores e lutadoras do MST, levando a prisão e pedidos de prisão de diversos militantes, principalmente em  São Paulo, Pará, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Diante de tal quadro, que não apresenta perspectiva de solução no horizonte próximo, o Tribunal Popular: O estado Brasileiro no Banco dos Réus, convoca entidades, movimentos sociais e todos os lutadores e lutadoras, para participar e construir o Tribunal da Terra, que ocorrerá no dia 21 de abril, como parte do calendário no mês de luta.

Na Tribuna da Terra, no dia 21 de abril às 13h na Praça da Sé, ocorrerão diversos pronunciamentos de lutadores, intelectuais e parlamentares como Plinio de Arruda Sampaio (ABRA), Paulo Arantes (USP), Gilmar Mauro (MST), Lúcia Skromov, Raul Marcelo, José Candido, representantes de ONGs e Centros Acadêmicos.

Haverá também atividades culturais com os Poetas da Cooperifa, Sarau do Binho, grupo indígena Kariri Xocó, Virundangas, Escola de Samba Unidos da Lona Preta, Ogun Ladê, Violeiros do MST.

O Tribunal Popular, surgido em 2008, é uma articulação de diversos grupos com o objetivo de denunciar e lutar contra a exploração e violência cometidas pelo Estado contra os trabalhadores.

Ruralistas montam operação de guerra em Bagé

Publicado 19 de abril de 2010 — por reformaagraria1
Categoria (4) Latifúndio no banco dos réus

Reproduzimos aqui o depoimento dos integrantes do Coletivo Catarse, parceiros da Rede de Comunicadores pela Reforma Agrária.

Eles visitaram o município de Bagé, no Sul do Rio Grande do Sul, onde ruralistas tentam impedir a atuação de autoridades do poder público, para disputar uma área de quilombolas.

Veja a denúncia: “por já 13 dias, aqueles ruralistas estariam fazendo barricadas em via pública, teriam impedido o trabalho de um órgão federal como o INCRA e constrangido não só trabalho da Procuradoria do MPF, mas a vida de todas aquelas pessoas que passam por ali, amigos, parentes ou simplesmente passantes, e absolutamente nada foi feito no sentido de se resolver a situação”.

Conflito por área de quilombolas deflagra mais do que o aparente em Bagé

Do Blog do Coletivo Catarse

Domingo, 3 horas da manhã.

Estamos parados em meio ao metro quadrado mais caro da capital do Rio Grande do Sul. Antes, passamos na avenida de um shopping classe A, por concessionária da Mercedes e por um McDonald’s.

Deu pra ver algumas mansões, alguns condomínios horizontais que, de fora, mais parecem grandes prisões – chiques -, pela altura de seus muros.

O sono pegando forte, afinal, ontem havia sido sábado e a viagem de domingo não fora planejada.

Mas lá estávamos nós, uma equipe do Coletivo Catarse, Gustavo, Valentim e Bolivar, parados em frente a uma obra embargada, um “prédio pros filhos dos bacanas” – ouvimos isso outra vez que estivemos por ali.

* Alguns dos presentes na reunião: na mesa, nossa arma, a câmera, ao fundo, Valentim e Bolivar são participantes

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CPT lança relatório Conflitos no Campo

No próximo dia 15 de abril, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) lançará sua publicação anual, Conflitos no Campo Brasil 2009.

É a 25ª edição do relatório que concentra dados sobre os conflitos, violências sofridas e ações de trabalhadores e trabalhadoras rurais, bem como comunidades e povos tradicionais, em todo o país.

O lançamento se realizará no auditório da Editora da Unesp (praça da Sé, nº 108, 7º andar), em São Paulo (SP), a partir das 9h00.

Depois, às 14h, acontece um debate, na mesma data e no mesmo local, sobre a Criminalização dos Movimentos Sociais.

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