Tag ‘Abril Vermelho’

14 anos do Massacre de Eldorado de Carajás

Publicado 17 de abril de 2010 — por reformaagraria1
Categoria (1) Raio-x do campo e impactos do agronegócio, (3) Monitor da CPMI e criminalização

17 de abril de 1996
Município de Eldorado de Carajás
2 mil sem terra marcham na rodovia PA-150 por reforma agrária
Governador Almir Gabriel (PSDB) ordena desocupar a rodovia
Ação da Polícia Militar do Pará

19 trabalhadores rurais executados a sangue-frio
69 feridos
3 mortos dias depois
66 mutilados físicos
2 mil pessoas mutiladas na alma e na memória (palavras do jornalista Eric Nepomuceno)

144 incrimidados
2 condenados (coronel Mario Colares Pantoja e major José Maria Pereira Oliveira, da PM-PA)
Nenhum dos responsáveis está preso
A violência contra os sem-terra continua
Não saiu a Reforma Agrária

Decreto prevê lutas em abril pela reforma agrária

Publicado 12 de abril de 2010 — por reformaagraria1
Categoria (2) Reforma agrária e desenvolvimento

O MST começou a fazer neste final de semana uma série de protestos em defesa da Reforma Agrária e de medidas que criem condições para um processo de democratização da terra.

No mês de abril, os movimentos sociais do campo intensificam suas manifestações, com ocupações de terras, ações em prédios públicos e protestos contra a ampliação da concentração de terras no país, com a expansão do agronegócio.

O 17 de Abril foi marcado pela Massacre de Eldorado de Carajás, no Pará, que vitimou 21 trabalhadores rurais que faziam uma marcha pela Reforma Agrária, em 1996.

Em 2002, o presidente Fernando Henrique Cardoso assinou decreto fazendo dessa data o Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária.

Ou seja, lutar pela reforma agrária no mês de abril, especialmente no dia 17, está previsto na lei.

Abaixo, leia artigo do integrante da coordenação nacional do MST, Jaime Amorim, que apresenta as reinvidicações do movimento nas lutas.

O que queremos na nossa Jornada

JAIME AMORIM

ABRIL É MÊS DE LUTA pela Reforma Agrária, quando a sua bandeira é fincada nos latifúndios e tremula nas ruas das cidades.

Um projeto que tem necessariamente que resolver dois problemas históricos, que emperram as transformações do Brasil: a estrutura agrária injusta (concentradora de terra, de riqueza e poder político), e o modelo de desenvolvimento (que sempre produziu monocultura para exportação).

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