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Dom Tomás, cuidado com o olho gordo da Kátia

Publicado 30 de abril de 2010 — por reformaagraria1
Categoria (4) Latifúndio no banco dos réus

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Conferação Nacional da Agriculura (CNA), deve estar indignada – na verdade, morrendo de inveja – do bispo Dom Tomás Balduíno, da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Kátia Abreu foi ao Ministério da Justiça entregar um “dossiê” bombástico com denúncias contra os movimentos sociais do campo, com foco no MST, no dia 13 de abril.

O tal dossiê da CNA não apresentava nada com credibilidade maior que as declarações de ódio dos ruralistas aos trabalhadores rurais sem-terra (clique aqui e veja os documentos).

Foto - Wenderson AraújoUma senadora da República, “proprietária” de pelo menos 2.500 hectares de terras, líder da maior entidade de classe do agronegócio do país e pretensa candidata a vice-presidente foi obrigada a protocolar no guichê do Ministério da Justiça o seu dossiê…

Kátia Abreu (na foto) não foi recebida por nenhuma autoridade.

Que absurdo!

Circula até um vídeo na internet sobre esse episódio, que foi uma falta de respeito com uma pessoa tão importante para o país… (indicação do leitor Carlos Cândido)

Isaac Amorim/ACS/MJNa tarde desta quinta-feira, o bispo Dom Tomás Balduíno (à direita na foto), da CPT, foi ao mesmo Ministério da Justiça.

Tomás levou com ele dirigentes dos movimentos sociais do campo (aqueles que invadem terras, ameaçam a propriedade privada e desrespeitam o agronegócio).

Na atividade, foram recebidos pelo ministro Luiz Paulo Barreto (à esquerda na foto). Leia mais

MST denuncia mais uma tentativa de criminalização pela latifundiária Katia Abreu

Publicado 13 de abril de 2010 — por reformaagraria1
Categoria (3) Monitor da CPMI e criminalização

O MST lançou nota sobre as propostas apresentadas pela senadora Kátia Abreu (DEM-TO), protocoladas no Ministério da Justiça, nesta terça-feira.

O documento, destinado ao ministro Luiz Paulo Barreto, pede ações duras contra o MST nas manifestações do chamado “Abril Vermelho” (veja que lutar pela reforma agrária está na lei).

Entre as ações está o uso da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Federal (PF) para identificar e reprimir as ocupações. (com informações da Agência Brasil).

Abaixo, leia a nota do MST.

Nota do MST sobre propostas da presidente da CNA

As propostas da presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), pretendem mais uma vez criminalizar as lutas sociais e impedir o avanço da Reforma Agrária.

A senadora não apresenta nenhuma proposta para resolver os problemas das 4 milhões de famílias pobres do campo e das 90 mil famílias acampadas em todo o país. No entanto, suas medidas buscam proteger da Lei Agrária cerca de 15 mil fazendeiros com mais de 2 mil hectares, que controlam nada menos do que 98 milhões de hectares.

Em relação as ocupações de terras, a senadora Kátia Abreu deveria dar um exemplo e devolver duas fazendas de 2.500 hectares, no município de Campos Lindos (TO), que ela invadiu depois de um golpe contra camponeses, em 2002 .

Além disso, a senadora, que quer aparecer porque sonha em ser vice do candidato a presidente José Serra , deveria saber que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, líder dos tucanos, assinou um decreto que institui o 17 de abril como Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária. Ou seja, é um direito lutar pela Reforma Agrária neste país.

Ruralistas fazem campanha por doações de cooperativas patronais aos seus candidatos

Publicado 22 de março de 2010 — por reformaagraria1
Categoria (3) Monitor da CPMI e criminalização, (4) Latifúndio no banco dos réus

Entidades nacionais do agronegócio preparam uma campanha para dobrar o número de parlamentares da bancada ruralista, de acordo com reportagem do jornal Valor Econômico, desta segunda-feira (clique aqui).

Para isso, as duas maiores entidades nacionais – Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) – trabalham para que cooperativas agrícolas patronais dos estados e municípios façam doações financeiras para as campanhas de seus candidatos.

Essas cooperativas recebem dinheiro público por meio de convênios com governos federal e estaduais, que deveria ser aplicado no desenvolvimento rural.

Será que existe uma relação de promiscuidade entre as cooperativas do agronegócio e as candidaturas ruralistas?

Temos um bom exemplo: a revista Veja publicou reportagem denunciando que a ruralista Kátia Abreu bancou ilegalmente a sua candidatura por meio de esquema em que a CNA pagou R$ 650 mil à agência de publicidade que fez sua campanha, em 2006.

Kátia abreu faz propaganda da Veja

É o que demonstram documentos internos da confederação, de acordo com denúncia de Veja – não confiamos nessa revista, mas ela faz até propaganda (veja a foto).

Antes, ela era presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (1995-2005). Agora, é senadora. Será que ela quer generalizar esse esquema para todo o país? Não, seria apenas “lobby, sim; mas é lobby positivo”, disse na matéria do Valor.

É um tema importante, que precisa ser investigado na CPMI que foi criada para “analisar desvios e irregularidades verificados em convênios de contratos firmados entre a União, organizações ou entidades de reforma agrária e desenvolvimento agrário”.

Espera-se também que os órgãos públicos de controle fiquem atentos aos repasses ilegais dessas cooperativas a candidatos.

Clique abaixo e leia a matéria do Valor.

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Agronegócio recebeu 25 vezes mais que entidades da reforma agrária em convênios

O pesquisador dos Estados Unidos, Miguel Carter, professor da School of International Service da American University Washington DC, escreve o seguinte no seu livro “Combatendo a desigualdade social – o MST e a Reforma Agrária no Brasil”, a respeito dos convênios de entidades do campo com o governo federal:

“Convênios assinados com diversos governos estaduais e autoridades federais têm facilitado verbas para projetos na área de educação e desenvolvimento rural. Entre 1995 e 2005, o governo federal desembolsou 41,7 milhões de reais para projetos administrados pela Concrab, Iterra e Anca, valor que representou só 4% daquilo adjudicado no mesmo período às principais entidades ruralistas do país.

“Estas cifras foram elaboradas a partir de dados publicados num relatório do Senado Federal, organizado pelo então deputado federal João Alfredo Telles Melo (2006, p.127, 177). As entidades ruralistas que receberam verbas do governo federal são as seguintes: a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB); a Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA); a Sociedade Rural Brasileira (SRB); o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (SESCOOP), próximo à OCB; e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), de estreita vinculação com a CNA e as suas afi liações estaduais, como a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (FARSUL), conforme detalhado em Melo (2006, p.184-8)”.

Será que o porta-voz do presidente derrubado Collor, que tenta mais uma vez desmoralizar a reforma agrária, vai fazer alguma coluna sobre essa leve diferença das políticas públicas para a pequena agricultura e para o agronegócio?

Bate uma pulga atrás da orelha: deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), será que a situação dos ruralistas está tão ruim que precisam lançar mão de determinados “jornalistas” para veicular informações do seu interesse?

Será uma reação à última sessão da CPMI, na qual as entidades da reforma agrária demonstraram o resultado dos convênios firmados com o governo?

Kátia Abreu será vice de Serra?

Publicado — por reformaagraria1
Categoria (3) Monitor da CPMI e criminalização

O colunista João Bosco Rabello, de O Estado de S.Paulo, anuncia na sua coluna deste domingo que o DEM quer a vaga de vice na chapa à Presidência de José Serra (PSDB).

O DEM que elegeu o ex-governador do Distrito Federal e atual presidiário José Roberto Arruda já tem um nome para o posto: a senadora pelo Tocantins, Kátia Abreu.

A inimiga da reforma agrária e representante do latifúndio modernizado (conhecido como agronegócio), embora suas terras sejam improdutivas e roubadas (leia matéria da Revista Carta Capital), chegaria à ante-sala da presidência da República.

O partido só abre mão da vaga se o governador de Minas Gerais Aécio Neves aceitar ser vice de Serra. É improvável. Ele já anunciou a sua candidatura ao Senado Federal.

Será que o presidente do PSDB e coordenador da campanha presidencial Sérgio Guerra, que se diz “completamente a favor” da reforma agrária e que “tem que tomar a terra de quem não produz” (veja vídeo), vai aceitar a indicação?

Se os tucanos negarem, o DEM planeja lançá-la à Presidência. Os cálculos do partido apontam que a senadora pode alcançar 15%  dos votos (será?).

Será que Kátia Abreu criou a CPMI contra a Reforma Agrária para ganhar projeção para ser candidata a presidente ou vice de Serra?

Veja o comentário de Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada.

Abaixo, veja os predicados que Kátia Abreu oferece aos tucanos e ao Brasil.

Katia Abreu

KÁTIA ABREU / Senadora (DEM-TO) / Suplente na CPMI

• Formada em psicologia.

• Presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), eleita em 2008 para três anos de mandato. Foi presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (1995-2005).

• Dona de duas fazendas improdutivas que concentram 2.500 hectares de terras.

• Apresentou 23 projetos no Senado e apenas três foram aprovados, mas considerados sem relevância para o desenvolvimento do país.

• Torrou 60% das verbas do seu gabinete com propaganda (R$ 155.307,37).

• É alvo de ação civil do Ministério Público na Justiça de Tocantins por descumprir o Código Florestal, desrespeitar povos indígenas e violar a Constituição.

Integrante de quadrilha que tomou 105 mil hectares de 80 famílias de camponeses no município de Campos Lindos (TO). Ela e o irmão receberam 2,4 mil hectares com o golpe contra camponeses, em que pagaram menos de R$ 8 por hectare.

Documentos internos da CNA apontam que a entidade bancou ilegalmente despesas da sua campanha ao Senado. A confederação pagou R$ 650 mil à agência de publicidade da campanha de Kátia Abreu.

Sistema S usa dinheiro público para fazer campanha contra redução da jornada de trabalho

Publicado 17 de março de 2010 — por reformaagraria
Categoria (4) Latifúndio no banco dos réus

A Força Sindical protocolou nesta terça-feira (16) denúncia na Procuradoria Geral do Trabalho (PGT), em Brasília (DF), contra a Confederação Nacional da Indústrial (CNI).

A acusação é uso de verba do Sistema S para veicular, em rádios do país, campanha contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais.

De acordo com João Carlos Gonçalves (Juruna), secretário-geral da Força Sindical, recursos que deveriam ser destinados à qualificação profissional foram desviados  para combater o projeto de lei que promove a redução da jornada máxima de trabalho.

O “Sistema S” é formado por um conjunto de organizações das entidades corporativas empresariais voltadas para o treinamento profissional, assistência social, consultoria, pesquisa e assistência técnica. Uma das entidades é o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que é controlado pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA), presidido pela senadora Kátia Abreu (DEM-TO).

Clique abaixo e leia mais.

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Os inimigos da Reforma Agrária

Publicado 16 de março de 2010 — por reformaagraria
Categoria (3) Monitor da CPMI e criminalização, (4) Latifúndio no banco dos réus

Os setores mais conservadores do Congresso Nacional escalaram o seu time de parlamentares para atuar na CPMI e nos bastidores. Esses parlamentares têm como características o ódio aos movimentos populares e o combate à Reforma Agrária e às lutas sociais no nosso país.

São fazendeiros e empresários rurais, que foram financiados por grandes empresas da agricultura e colocaram seus mandatos a serviço do latifúndio e do agronegócio. Nas costas, carregam denúncias de roubo de terras, desvio de dinheiro público, rejeição à desapropriação de donos de terras com trabalho escravo, utilização de recursos ilícitos para campanha eleitoral, devastação ambiental e tráfico de influência.

Essa CPMI faz parte de uma ofensiva desses parlamentares, que tem mais três frentes no Congresso. Até o fechamento desta edição, os nomes dos parlamentares indicados para a CPMI contra a Reforma Agrária já tinham sido lidos, mas os trabalhos não tinham começado. A CPMI pode se arrastar até junho de 2010. Abaixo, apresentamos os deputados e senadores que estão na linha de frente na defesa dos interesses da classe dominante rural.

Katia Abreu

KÁTIA ABREU / Senadora (DEM-TO) / Suplente na CPMI

• Formada em psicologia.

• Presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), eleita em 2008 para três anos de mandato. Foi presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (1995-2005).

• Dona de duas fazendas improdutivas que concentram 2.500 hectares de terras.

• Apresentou 23 projetos no Senado e apenas três foram aprovados, mas considerados sem relevância para o país, como a garantia de visita dos avós aos netos.

• Torrou 60% das verbas do seu gabinete com propaganda (R$ 155.307,37).

• É alvo de ação civil do Ministério Público na Justiça de Tocantins por descumprir o Código Florestal, desrespeitar povos indígenas e violar a Constituição.

• Integrante de quadrilha que tomou 105 mil hectares de 80 famílias de camponeses no município de Campos Lindos (TO). Ela e o irmão receberam 2,4 mil hectares com o golpe contra camponeses, em que pagaram menos de R$ 8 por hectare.

• Documentos internos da CNA apontam que a entidade bancou ilegalmente despesas da sua campanha ao Senado. A CNA pagou R$ 650 mil à agência de publicidade da campanha de Kátia Abreu.

Ronaldo Caiado

RONALDO CAIADO / Deputado Federal (DEM-GO)

• Formado em Medicina.

• Foi fundador e presidente nacional da União Democrática Ruralista (UDR).

• É latifundiário. Proprietário de mais 7.669 hectares de terras.

• Dono de uma fortuna avaliada em mais de R$ 3 milhões

• Não teve nenhum dos seus 19 projetos aprovados no Congresso.

• É investigado pelo Ministério Público Eleitoral por captação e uso ilícito de recursos para fins eleitorais. Não declarou despesas na prestação de contas e fez vários saques “na boca do caixa” para o pagamento de despesas em dinheiro vivo, num total de quase R$ 332 mil (28,52% do gasto total da campanha).

• Foi acusado de prática de crimes de racismo, apologia ou instigação ao genocídio por classificar os nordestinos como “superpopulação dos estratos sociais inferiores” e propor um plano para o extermínio: adição à água potável de um remédio que esterilizasse as mulheres.

Abelardo Lupion

ABELARDO LUPION / Deputado federal (DEM-PR) / Titular na CPMI

• É empresário e dono de diversas fazendas (três delas em São José dos Pinhais).

• Foi fundador e presidente da União Democrática Ruralista do Paraná.

• É um dos líderes mais truculentos da bancada ruralista na Câmara dos Deputados.

• Faz campanha contra a emenda constitucional que propõe a expropriação de fazendas que utilizam trabalho escravo.

• Apresentou somente cinco projetos no exercício do mandato. Nenhum foi aprovado.

• Sua fortuna totaliza R$ 3.240.361,21.

• Fez movimentação ilícita de R$ 4 milhões na conta bancária da mãe do coordenador de campanha. É réu no inquérito nº 1872, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), por crime eleitoral.

• Sofre duas representações por apresentar – em troca de benefícios financeiros – uma emenda para as transnacionais Nortox e Monsanto na Câmara, liberando o herbicida glifosato.

• A Nortox e a Monsanto financiaram a sua campanha em 2002. A Nortox contribuiu com R$ 50 mil para o caixa de campanha; já a Monsanto vendeu ao parlamentar uma fazenda de 145 alqueires, por um terço do valor de mercado.

• Participou de transação econômica fraudulenta e prejudicial ao patrimônio público da União em intermediação junto à Cooperativa Agropecuária Pratudinho, situada na Bahia, para adquirir 88 máquinas pelo valor de R$ 3.146.000, das quais ficou com 24.

• Deu para parentes a cota da Câmara dos Deputados, paga com dinheiro público, para seis voos internacionais para Madri e Nova York.

Onyx Lorenzoni

ONYX LORENZONI / Deputado Federal (DEM-RS) / Titular na CPMI

• Formado em medicina veterinária. É empresário.

• Membro da “Bancada da Bala”, defendeu a manutenção da venda de armas de fogo no Brasil durante o referendo do desarmamento.

• Gastou 64,37% da verba do seu gabinete com propaganda (R$ 230.621

• Campanha financiada por empresas como a Gerdau, Votorantin Celulose, Aracruz Celulose, Klabin e Celulose Nipo.

• Teve apenas um projeto aprovado em todo o seu mandato.

Alvaro Dias

ALVARO DIAS / Senador (PSDB-PR) / Titular na CPMI

• Formado em história. É proprietário rural.

• Foi presidente da CPMI da Terra (2003/2005), que classificou ocupações de terra como “crime hediondo” e “ato terrorista”.

• Não colocou em votação pedidos de quebra de sigilos bancários e fiscais de entidades patronais, que movimentaram mais de R$ 1 bilhão de recursos públicos. Não convocou fazendeiros envolvidos em ações ilegais de proibição de vistorias pelo Incra.

• Divulga na imprensa de forma ilegal fatos mentirosos sobre dados sigilosos das entidades de apoio às famílias de trabalhadores rurais para desmoralizar a luta pela Reforma Agrária.

• Não declarou R$ 6 milhões à Justiça Eleitoral em 2006. O montante é referente à venda de uma fazenda em 2002.

Heinze

LUIS CARLOS HEINZE / Deputado Federal (PP-RS)

• Formado em engenharia agrônoma.

• É latifundiário. Dono de diversas frações de terras, totalizando 1162 hectares.

• Fundador e primeiro-vice-presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (1989-1990).

• Seus bens somam mais de R$ 1 milhão.

• Nenhum dos seus projetos foi aprovado durante esta legislatura.

• Campanha foi financiada pela fumageira Alliance One, responsável por diversos arrestos irregulares em propriedades de pequenos agricultores.

• Defendeu o assassinato de três fiscais do trabalho em Unaí (MG), declarando que “os caras tiveram que matar um fiscal, de tão acuado que estava esse povo…”, justificando a chacina promovida pelo agronegócio (2008).

• É contra a regularização de terras quilombolas (descendentes de escravos), que representaria, para ele, “mais um entulho para os produtores rurais”.

Valdir Colatto

VALDIR COLATTO / Deputado Federal (PMDB/SC)

• Formado em engenharia agrônoma. Proprietário rural.

• Foi superintendente nacional da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) (2000-2002).

• Foi superintendente estadual do Incra em Santa Catarina (1985- 1986) e secretário interino da Agricultura de Santa Catarina (1987).

• Desapropriou área de 1.000 hectares para fins desconhecidos na mata nativa quando presidiu o Incra, causando prejuízos de R$ 200 milhões para o poder público.

• Apresentou projeto que tira do Poder Executivo e do Poder Judiciário e passa para o Congresso a responsabilidade pela desapropriação de terras por descumprimento da função social.

• É contra a demarcação das terras indígenas e quilombolas.

• Autor do projeto que transfere da União para estados e municípios a prerrogativa de fixar o tamanho das áreas de proteção permanente nas margens dos rios e córregos. Com isso, interesses econômicos locais terão maior margem para flexibilizar a legislação ambiental e destruir a natureza.

• É um dos pivôs de supostas irregularidades envolvendo o uso da verba indenizatória na Câmara dos Deputados.

(em Jornal Sem Terra, Dez 2009 )