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Mulher de deputado ruralista é indiciada por desvios no Senar, braço da CNA

Publicado 12 de maio de 2010 — por reformaagraria1
Categoria (4) Latifúndio no banco dos réus

Caso diz respeito a suposta fraude em licitações
rombo estimado é de 10 milhões
Homero Pereira exerce grande influência na Famato e no próprio Senar

Do Mídia News

Três denunciados no suposto esquema de fraude em licitações feitas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), cujo rombo é estimado em R$ 10 milhões, prestaram depoimentos ao delegado da Polícia Federal, Márcio Carvalho, na tarde de segunda-feira (10).

O esquema foi revelado durante “Operação Cartilha”, desencadeada em fevereiro passado.

Um dos ouvidos, segundo informações da PF, foi indiciado por formação de quadrilha e fraude em licitação. A Polícia Federal não revelou o nome dos ouvidos e nem quem foi indiciado.

Conforme MidiaNews apurou, prestaram depoimento, Irene Pereira, esposa do deputado federal, Homero Pereira (PR), e outros dois ex-diretores do Senar. Sendo que ela foi indiciada.

Homero confirmou que sua esposa foi indiciada no caso, juntamente com outras cinco pessoas que faziam parte da gerência do Senar e outras ligadas diretamente ao processo licitatório.

“Pelo que sabemos, 14 pessoas foram ouvidas e seis foram indiciadas a critério da Polícia Federal. Nenhuma das ouvidas tiveram a oportunidade de defesa ainda, pois isso não é feito nesse momento”, afirmou o deputado.

O parlamentar informou que sua esposa ocupou a gerência administrativa do Senar, sem precisar da data durante a qual ocupou o cargo, afirmando que, por esse motivo, ela foi indiciada.

Porém, comentou que ela não teve acesso aos processos licitatórios, que foram colocados em suspeita. “Ela nunca participou das licitações, era uma funcionária que estava na função de gerente e prestou depoimento a Polícia Federal”, disse.

Ele ainda evitou detalhar assuntos do processo de investigação, declarando que é uma situação “dura” para se encarar, mas sua esposa irá fazer a defesa de todas as acusações.

“É duro receber uma acusação, ainda mais para uma pessoa que não está acostumada com esse tipo de situação, de estar em porta de delegacia, Mas, vamos fazer a defesa e tudo será explicada pela parte dela”, destacou.

Histórico

A investigação começou a partir de fiscalização da Controladoria-Geral da União (CGU) das aquisições, com e sem licitações, de materiais destinados à execução do Programa Agrinho e Programa de Formação Rural e Promoção Social. Ambos são de responsabilidade do Senar, nos anos de 2002 a 2009. Os programas são destinados para estudantes e trabalhadores rurais, respectivamente.

Segundo as estimativas da CGU, prejuízo ao erário está estimado em R$ 9.926.601,41, se considerados os dois programas. As investigações da PF indicam que contratações de entidades sem fins lucrativos visavam, na realidade, ao favorecimento de empresas do ramo gráfico em Brasília, sendo estas as reais recebedoras dos pagamentos originados de contratações sem licitação e com graves indícios de superfaturamento.

Na época, a procuradora federal Vanessa Ribeiro Scarmagnani afirmou a existência de indícios de fraude nas licitações para a confecção e impressão de cartilhas e manuais que serão distribuídos pelo Senar para famílias agricultoras do Estado.

O Senar é uma instituição criada em 1991 para organizar, administrar e executar a formação profissional do trabalhador rural. É vinculada ao Ministério da Agricultura e tem, como primeira fonte de renda, as contribuições de 2,5% sobre a remuneração paga aos empregados nos ramos agroindustriais, agropecuários, extrativistas e cooperativistas.



Assembléia de SP cria CPI da Cutrale

Publicado 26 de março de 2010 — por reformaagraria1
Categoria (1) Raio-x do campo e impactos do agronegócio, (4) Latifúndio no banco dos réus

Da Página do MST

A Assembléia Legislativa de São Paulo dará início a uma CPI para investigar a prática de cartel no setor de suco de laranja. No total, 36 parlamentares assinaram o pedido de instauração da Comissão. Para abrir a CPI, são necessárias 32.

De acordo com matéria do jornal Folha de S. Paulo publicada nesta quinta-feira (25/3), a decisão de pedir a CPI foi tomada após a divulgação de reportagem em que o ex-empresário do setor de suco de laranja Dino Tofini revela como surgiu e como operava o cartel, concebido por José Luis Cutrale (sócio-proprietário da Cutrale), do qual participou e que ajudou a montar no início da década de 90 .

A suposta prática de cartel está sob investigação da SDE (Secretaria de Direito Econômico) desde 2006, quando os fabricantes de suco foram alvo da operação Fanta, feita por policiais e técnicos da secretaria.
O início dos trabalhos da CPI depende agora do encerramento de outras comissões em andamento.

Um dos objetivos da comissão, segundo o deputado estadual que a idealizou, Luis Carlos Gondim (PPS), é tentar mapear quantos agricultores foram expulsos do setor nos últimos anos. “Temos informação de que em cidades como Pirangi, em que 90% da lavoura era de plantação de laranja, hoje está 70% tomada pela cana”, diz Gondim.

Ruralistas fazem campanha por doações de cooperativas patronais aos seus candidatos

Publicado 22 de março de 2010 — por reformaagraria1
Categoria (3) Monitor da CPMI e criminalização, (4) Latifúndio no banco dos réus

Entidades nacionais do agronegócio preparam uma campanha para dobrar o número de parlamentares da bancada ruralista, de acordo com reportagem do jornal Valor Econômico, desta segunda-feira (clique aqui).

Para isso, as duas maiores entidades nacionais – Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) – trabalham para que cooperativas agrícolas patronais dos estados e municípios façam doações financeiras para as campanhas de seus candidatos.

Essas cooperativas recebem dinheiro público por meio de convênios com governos federal e estaduais, que deveria ser aplicado no desenvolvimento rural.

Será que existe uma relação de promiscuidade entre as cooperativas do agronegócio e as candidaturas ruralistas?

Temos um bom exemplo: a revista Veja publicou reportagem denunciando que a ruralista Kátia Abreu bancou ilegalmente a sua candidatura por meio de esquema em que a CNA pagou R$ 650 mil à agência de publicidade que fez sua campanha, em 2006.

Kátia abreu faz propaganda da Veja

É o que demonstram documentos internos da confederação, de acordo com denúncia de Veja – não confiamos nessa revista, mas ela faz até propaganda (veja a foto).

Antes, ela era presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (1995-2005). Agora, é senadora. Será que ela quer generalizar esse esquema para todo o país? Não, seria apenas “lobby, sim; mas é lobby positivo”, disse na matéria do Valor.

É um tema importante, que precisa ser investigado na CPMI que foi criada para “analisar desvios e irregularidades verificados em convênios de contratos firmados entre a União, organizações ou entidades de reforma agrária e desenvolvimento agrário”.

Espera-se também que os órgãos públicos de controle fiquem atentos aos repasses ilegais dessas cooperativas a candidatos.

Clique abaixo e leia a matéria do Valor.

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PF investiga rombo de 9 milhões no Senar-MT

Publicado 19 de março de 2010 — por reformaagraria
Categoria (3) Monitor da CPMI e criminalização, (4) Latifúndio no banco dos réus

Da Página do E

O rombo ultrapassaria R$ 9 milhões; o deputado federal Homero Pereira (PR-MT), que controla o Senar-MT e integra a CPMI contra a Reforma Agrária, está no centro do furacão

Rombo que ultrapassaria R$ 9 milhões. Isso é o que aponta um inquérito instaurado pela Polícia Federal, para apurar fortes indícios de superfaturamento na aquisição de cartilhas e manuais pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar/MT) para dois programas por ele desenvolvidos.

Esse escândalo atinge em cheio o presidente licenciado da Federação da Agricultura e Pecuária (Famato) – entidade que controla o Senar – e deputado federal Homero Pereira (PR); o presidente em exercício daquela instituição, Rui Prado; e outras figuras do sindicalismo patronal rural.

Homero Pereira está no centro de um furacão e sem sustentação classista, pois a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Conselho Deliberativo do Senar Nacional, senadora Katia Abreu (DEM/TO), decretou intervenção administrativa no Senar em Mato Grosso, afastou seu presidente, Normando Corral e seu superintendente, Antonio Carlos Carvalho de Sousa, nomeando o servidor Elusio Guerreiro de Carvalho interventor administrativo para responder pelas funções que eram exercidas por Normando Corral e Antônio Carlos.

Oficialmente, Homero está licenciado da direção do Sistema Famato/Senar desde 2008. Mas, na prática, o deputado é quem controla as atividades nas duas instituições por meio de parentes e de figuras a ele ligadas.

O licenciamento abriu espaço para o vice-presidente da Famato, Rui Prado, que passou a responder pela presidência. Mas, nem essa manobra isenta Homero, porque o escândalo começou em 2002, quando o agora deputado se dedicava em tempo integral ao sindicalismo patronal rural.

O escândalo brotou de uma auditoria na movimentação contábil do Senar feita pela Controladoria-Geral da União (CGU). Auditores da CGU se depararam com uma estranha confecção de cartilhas e manuais pela empresa LK Editora e Comunicação, de Brasília, para os programas “Agrinho” e “Formação Rural e Promoção Social”.

As investigações apontam que o rombo seria de R$ 9.926.601,14 podendo ser ainda bem maior, mas não revela o montante das transações entre o Senar e a LK Editora.

No entanto, numa análise mais aprofundada na primeira parte do material sob investigação, a CGU informa que as irregularidades constatadas pericialmente, teriam resultado num prejuízo real de R$ 2,5 milhões aos cofres do Senar.

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Sistema S usa dinheiro público para fazer campanha contra redução da jornada de trabalho

Publicado 17 de março de 2010 — por reformaagraria
Categoria (4) Latifúndio no banco dos réus

A Força Sindical protocolou nesta terça-feira (16) denúncia na Procuradoria Geral do Trabalho (PGT), em Brasília (DF), contra a Confederação Nacional da Indústrial (CNI).

A acusação é uso de verba do Sistema S para veicular, em rádios do país, campanha contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais.

De acordo com João Carlos Gonçalves (Juruna), secretário-geral da Força Sindical, recursos que deveriam ser destinados à qualificação profissional foram desviados  para combater o projeto de lei que promove a redução da jornada máxima de trabalho.

O “Sistema S” é formado por um conjunto de organizações das entidades corporativas empresariais voltadas para o treinamento profissional, assistência social, consultoria, pesquisa e assistência técnica. Uma das entidades é o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que é controlado pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA), presidido pela senadora Kátia Abreu (DEM-TO).

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Os inimigos da Reforma Agrária

Publicado 16 de março de 2010 — por reformaagraria
Categoria (3) Monitor da CPMI e criminalização, (4) Latifúndio no banco dos réus

Os setores mais conservadores do Congresso Nacional escalaram o seu time de parlamentares para atuar na CPMI e nos bastidores. Esses parlamentares têm como características o ódio aos movimentos populares e o combate à Reforma Agrária e às lutas sociais no nosso país.

São fazendeiros e empresários rurais, que foram financiados por grandes empresas da agricultura e colocaram seus mandatos a serviço do latifúndio e do agronegócio. Nas costas, carregam denúncias de roubo de terras, desvio de dinheiro público, rejeição à desapropriação de donos de terras com trabalho escravo, utilização de recursos ilícitos para campanha eleitoral, devastação ambiental e tráfico de influência.

Essa CPMI faz parte de uma ofensiva desses parlamentares, que tem mais três frentes no Congresso. Até o fechamento desta edição, os nomes dos parlamentares indicados para a CPMI contra a Reforma Agrária já tinham sido lidos, mas os trabalhos não tinham começado. A CPMI pode se arrastar até junho de 2010. Abaixo, apresentamos os deputados e senadores que estão na linha de frente na defesa dos interesses da classe dominante rural.

Katia Abreu

KÁTIA ABREU / Senadora (DEM-TO) / Suplente na CPMI

• Formada em psicologia.

• Presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), eleita em 2008 para três anos de mandato. Foi presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (1995-2005).

• Dona de duas fazendas improdutivas que concentram 2.500 hectares de terras.

• Apresentou 23 projetos no Senado e apenas três foram aprovados, mas considerados sem relevância para o país, como a garantia de visita dos avós aos netos.

• Torrou 60% das verbas do seu gabinete com propaganda (R$ 155.307,37).

• É alvo de ação civil do Ministério Público na Justiça de Tocantins por descumprir o Código Florestal, desrespeitar povos indígenas e violar a Constituição.

• Integrante de quadrilha que tomou 105 mil hectares de 80 famílias de camponeses no município de Campos Lindos (TO). Ela e o irmão receberam 2,4 mil hectares com o golpe contra camponeses, em que pagaram menos de R$ 8 por hectare.

• Documentos internos da CNA apontam que a entidade bancou ilegalmente despesas da sua campanha ao Senado. A CNA pagou R$ 650 mil à agência de publicidade da campanha de Kátia Abreu.

Ronaldo Caiado

RONALDO CAIADO / Deputado Federal (DEM-GO)

• Formado em Medicina.

• Foi fundador e presidente nacional da União Democrática Ruralista (UDR).

• É latifundiário. Proprietário de mais 7.669 hectares de terras.

• Dono de uma fortuna avaliada em mais de R$ 3 milhões

• Não teve nenhum dos seus 19 projetos aprovados no Congresso.

• É investigado pelo Ministério Público Eleitoral por captação e uso ilícito de recursos para fins eleitorais. Não declarou despesas na prestação de contas e fez vários saques “na boca do caixa” para o pagamento de despesas em dinheiro vivo, num total de quase R$ 332 mil (28,52% do gasto total da campanha).

• Foi acusado de prática de crimes de racismo, apologia ou instigação ao genocídio por classificar os nordestinos como “superpopulação dos estratos sociais inferiores” e propor um plano para o extermínio: adição à água potável de um remédio que esterilizasse as mulheres.

Abelardo Lupion

ABELARDO LUPION / Deputado federal (DEM-PR) / Titular na CPMI

• É empresário e dono de diversas fazendas (três delas em São José dos Pinhais).

• Foi fundador e presidente da União Democrática Ruralista do Paraná.

• É um dos líderes mais truculentos da bancada ruralista na Câmara dos Deputados.

• Faz campanha contra a emenda constitucional que propõe a expropriação de fazendas que utilizam trabalho escravo.

• Apresentou somente cinco projetos no exercício do mandato. Nenhum foi aprovado.

• Sua fortuna totaliza R$ 3.240.361,21.

• Fez movimentação ilícita de R$ 4 milhões na conta bancária da mãe do coordenador de campanha. É réu no inquérito nº 1872, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), por crime eleitoral.

• Sofre duas representações por apresentar – em troca de benefícios financeiros – uma emenda para as transnacionais Nortox e Monsanto na Câmara, liberando o herbicida glifosato.

• A Nortox e a Monsanto financiaram a sua campanha em 2002. A Nortox contribuiu com R$ 50 mil para o caixa de campanha; já a Monsanto vendeu ao parlamentar uma fazenda de 145 alqueires, por um terço do valor de mercado.

• Participou de transação econômica fraudulenta e prejudicial ao patrimônio público da União em intermediação junto à Cooperativa Agropecuária Pratudinho, situada na Bahia, para adquirir 88 máquinas pelo valor de R$ 3.146.000, das quais ficou com 24.

• Deu para parentes a cota da Câmara dos Deputados, paga com dinheiro público, para seis voos internacionais para Madri e Nova York.

Onyx Lorenzoni

ONYX LORENZONI / Deputado Federal (DEM-RS) / Titular na CPMI

• Formado em medicina veterinária. É empresário.

• Membro da “Bancada da Bala”, defendeu a manutenção da venda de armas de fogo no Brasil durante o referendo do desarmamento.

• Gastou 64,37% da verba do seu gabinete com propaganda (R$ 230.621

• Campanha financiada por empresas como a Gerdau, Votorantin Celulose, Aracruz Celulose, Klabin e Celulose Nipo.

• Teve apenas um projeto aprovado em todo o seu mandato.

Alvaro Dias

ALVARO DIAS / Senador (PSDB-PR) / Titular na CPMI

• Formado em história. É proprietário rural.

• Foi presidente da CPMI da Terra (2003/2005), que classificou ocupações de terra como “crime hediondo” e “ato terrorista”.

• Não colocou em votação pedidos de quebra de sigilos bancários e fiscais de entidades patronais, que movimentaram mais de R$ 1 bilhão de recursos públicos. Não convocou fazendeiros envolvidos em ações ilegais de proibição de vistorias pelo Incra.

• Divulga na imprensa de forma ilegal fatos mentirosos sobre dados sigilosos das entidades de apoio às famílias de trabalhadores rurais para desmoralizar a luta pela Reforma Agrária.

• Não declarou R$ 6 milhões à Justiça Eleitoral em 2006. O montante é referente à venda de uma fazenda em 2002.

Heinze

LUIS CARLOS HEINZE / Deputado Federal (PP-RS)

• Formado em engenharia agrônoma.

• É latifundiário. Dono de diversas frações de terras, totalizando 1162 hectares.

• Fundador e primeiro-vice-presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (1989-1990).

• Seus bens somam mais de R$ 1 milhão.

• Nenhum dos seus projetos foi aprovado durante esta legislatura.

• Campanha foi financiada pela fumageira Alliance One, responsável por diversos arrestos irregulares em propriedades de pequenos agricultores.

• Defendeu o assassinato de três fiscais do trabalho em Unaí (MG), declarando que “os caras tiveram que matar um fiscal, de tão acuado que estava esse povo…”, justificando a chacina promovida pelo agronegócio (2008).

• É contra a regularização de terras quilombolas (descendentes de escravos), que representaria, para ele, “mais um entulho para os produtores rurais”.

Valdir Colatto

VALDIR COLATTO / Deputado Federal (PMDB/SC)

• Formado em engenharia agrônoma. Proprietário rural.

• Foi superintendente nacional da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) (2000-2002).

• Foi superintendente estadual do Incra em Santa Catarina (1985- 1986) e secretário interino da Agricultura de Santa Catarina (1987).

• Desapropriou área de 1.000 hectares para fins desconhecidos na mata nativa quando presidiu o Incra, causando prejuízos de R$ 200 milhões para o poder público.

• Apresentou projeto que tira do Poder Executivo e do Poder Judiciário e passa para o Congresso a responsabilidade pela desapropriação de terras por descumprimento da função social.

• É contra a demarcação das terras indígenas e quilombolas.

• Autor do projeto que transfere da União para estados e municípios a prerrogativa de fixar o tamanho das áreas de proteção permanente nas margens dos rios e córregos. Com isso, interesses econômicos locais terão maior margem para flexibilizar a legislação ambiental e destruir a natureza.

• É um dos pivôs de supostas irregularidades envolvendo o uso da verba indenizatória na Câmara dos Deputados.

(em Jornal Sem Terra, Dez 2009 )