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Ruralistas fazem campanha por doações de cooperativas patronais aos seus candidatos

Publicado 22 de março de 2010 — por reformaagraria1
Categoria (3) Monitor da CPMI e criminalização, (4) Latifúndio no banco dos réus

Entidades nacionais do agronegócio preparam uma campanha para dobrar o número de parlamentares da bancada ruralista, de acordo com reportagem do jornal Valor Econômico, desta segunda-feira (clique aqui).

Para isso, as duas maiores entidades nacionais – Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) – trabalham para que cooperativas agrícolas patronais dos estados e municípios façam doações financeiras para as campanhas de seus candidatos.

Essas cooperativas recebem dinheiro público por meio de convênios com governos federal e estaduais, que deveria ser aplicado no desenvolvimento rural.

Será que existe uma relação de promiscuidade entre as cooperativas do agronegócio e as candidaturas ruralistas?

Temos um bom exemplo: a revista Veja publicou reportagem denunciando que a ruralista Kátia Abreu bancou ilegalmente a sua candidatura por meio de esquema em que a CNA pagou R$ 650 mil à agência de publicidade que fez sua campanha, em 2006.

Kátia abreu faz propaganda da Veja

É o que demonstram documentos internos da confederação, de acordo com denúncia de Veja – não confiamos nessa revista, mas ela faz até propaganda (veja a foto).

Antes, ela era presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (1995-2005). Agora, é senadora. Será que ela quer generalizar esse esquema para todo o país? Não, seria apenas “lobby, sim; mas é lobby positivo”, disse na matéria do Valor.

É um tema importante, que precisa ser investigado na CPMI que foi criada para “analisar desvios e irregularidades verificados em convênios de contratos firmados entre a União, organizações ou entidades de reforma agrária e desenvolvimento agrário”.

Espera-se também que os órgãos públicos de controle fiquem atentos aos repasses ilegais dessas cooperativas a candidatos.

Clique abaixo e leia a matéria do Valor.

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Agronegócio recebeu 25 vezes mais que entidades da reforma agrária em convênios

O pesquisador dos Estados Unidos, Miguel Carter, professor da School of International Service da American University Washington DC, escreve o seguinte no seu livro “Combatendo a desigualdade social – o MST e a Reforma Agrária no Brasil”, a respeito dos convênios de entidades do campo com o governo federal:

“Convênios assinados com diversos governos estaduais e autoridades federais têm facilitado verbas para projetos na área de educação e desenvolvimento rural. Entre 1995 e 2005, o governo federal desembolsou 41,7 milhões de reais para projetos administrados pela Concrab, Iterra e Anca, valor que representou só 4% daquilo adjudicado no mesmo período às principais entidades ruralistas do país.

“Estas cifras foram elaboradas a partir de dados publicados num relatório do Senado Federal, organizado pelo então deputado federal João Alfredo Telles Melo (2006, p.127, 177). As entidades ruralistas que receberam verbas do governo federal são as seguintes: a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB); a Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA); a Sociedade Rural Brasileira (SRB); o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (SESCOOP), próximo à OCB; e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), de estreita vinculação com a CNA e as suas afi liações estaduais, como a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (FARSUL), conforme detalhado em Melo (2006, p.184-8)”.

Será que o porta-voz do presidente derrubado Collor, que tenta mais uma vez desmoralizar a reforma agrária, vai fazer alguma coluna sobre essa leve diferença das políticas públicas para a pequena agricultura e para o agronegócio?

Bate uma pulga atrás da orelha: deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), será que a situação dos ruralistas está tão ruim que precisam lançar mão de determinados “jornalistas” para veicular informações do seu interesse?

Será uma reação à última sessão da CPMI, na qual as entidades da reforma agrária demonstraram o resultado dos convênios firmados com o governo?

“Tem que investigar tudo”, defende Plínio

Publicado 20 de março de 2010 — por reformaagraria
Categoria (1) Raio-x do campo e impactos do agronegócio, (3) Monitor da CPMI e criminalização

“Tem que investigar tudo. Não pode investigar um lado só. Tem que investigar isto. Porque a razão pela qual vai um pobre sem-terra incomodar os grandes fazendeiros é por isso. Se isso for resolvido, não tem nenhum sem-terra na frente de ninguém. Não precisa ter barracão de lona”, disse o presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária (Abra) Plínio de Arruda Sampaio, que participou da sessão da CPMI contra a Reforma Agrária no dia 10 de março.

Na sua exposição, ele apresentou um panorama do quadro da pobreza rural, da concrentação da terra. Apontou também temas que devem ser investigados na comissão, como a estrutura fundiária, o analfabetismo nas áreas rurais e a inoperância da Justiça.

Plinio é advogado, militante do PSOL e diretor do “Correio da Cidadania”. Foi deputado federal pelo PT-SP (1985-91) e consultor da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação).

Clique abaixo e leia uma versão editada e organizada por subtítulos para facilitar a leitura da exposição do presidente da Abra.

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Vídeos do lançamento da rede

Veja vídeos do lançamento da Rede de Comunicadores pela Reforma Agrária, no dia 11 de março, na sede do Sindicato dos Jornalistas, em São Paulo, que teve a presença de João Pedro Stedile, do MST, e dos jornalistas Rodrigo Vianna e Paulo Henrique Amorim, signatários do manifesto em defesa da reforma agrária que já conta com a adesão de dezenas de assinaturas.

Abaixo, matéria em vídeo do MPost .

Assista também a apresentação do jornalista Paulo Henrique Amorim, disponibilizada no Blog do Tsavkko.

Também veja os vídeos com as exposições de João Pedro Stedile, da coordenação nacional do MST, e Altamiro Borges, do Portal Vermelho, gravadas por Raphael Garcia Tsavkko.

PF investiga rombo de 9 milhões no Senar-MT

Publicado 19 de março de 2010 — por reformaagraria
Categoria (3) Monitor da CPMI e criminalização, (4) Latifúndio no banco dos réus

Da Página do E

O rombo ultrapassaria R$ 9 milhões; o deputado federal Homero Pereira (PR-MT), que controla o Senar-MT e integra a CPMI contra a Reforma Agrária, está no centro do furacão

Rombo que ultrapassaria R$ 9 milhões. Isso é o que aponta um inquérito instaurado pela Polícia Federal, para apurar fortes indícios de superfaturamento na aquisição de cartilhas e manuais pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar/MT) para dois programas por ele desenvolvidos.

Esse escândalo atinge em cheio o presidente licenciado da Federação da Agricultura e Pecuária (Famato) – entidade que controla o Senar – e deputado federal Homero Pereira (PR); o presidente em exercício daquela instituição, Rui Prado; e outras figuras do sindicalismo patronal rural.

Homero Pereira está no centro de um furacão e sem sustentação classista, pois a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Conselho Deliberativo do Senar Nacional, senadora Katia Abreu (DEM/TO), decretou intervenção administrativa no Senar em Mato Grosso, afastou seu presidente, Normando Corral e seu superintendente, Antonio Carlos Carvalho de Sousa, nomeando o servidor Elusio Guerreiro de Carvalho interventor administrativo para responder pelas funções que eram exercidas por Normando Corral e Antônio Carlos.

Oficialmente, Homero está licenciado da direção do Sistema Famato/Senar desde 2008. Mas, na prática, o deputado é quem controla as atividades nas duas instituições por meio de parentes e de figuras a ele ligadas.

O licenciamento abriu espaço para o vice-presidente da Famato, Rui Prado, que passou a responder pela presidência. Mas, nem essa manobra isenta Homero, porque o escândalo começou em 2002, quando o agora deputado se dedicava em tempo integral ao sindicalismo patronal rural.

O escândalo brotou de uma auditoria na movimentação contábil do Senar feita pela Controladoria-Geral da União (CGU). Auditores da CGU se depararam com uma estranha confecção de cartilhas e manuais pela empresa LK Editora e Comunicação, de Brasília, para os programas “Agrinho” e “Formação Rural e Promoção Social”.

As investigações apontam que o rombo seria de R$ 9.926.601,14 podendo ser ainda bem maior, mas não revela o montante das transações entre o Senar e a LK Editora.

No entanto, numa análise mais aprofundada na primeira parte do material sob investigação, a CGU informa que as irregularidades constatadas pericialmente, teriam resultado num prejuízo real de R$ 2,5 milhões aos cofres do Senar.

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O que foi a sessão da CPMI desta quarta

Publicado 18 de março de 2010 — por reformaagraria
Categoria (2) Reforma agrária e desenvolvimento, (3) Monitor da CPMI e criminalização

Agência Senado

A Reforma Agrária casada com políticas públicas que viabilizam a organização dos assentamentos e a produção agrícola dá resultados extremamente positivos para os trabalhadores rurais.

Essa é a conclusão a que podemos chegar a partir do depoimento de representantes de entidades que atuam em parceria com o poder público para realizar projetos em assentamentos, duranta a sessão da CPMI contra a Reforma Agrária (foto), na tarde desta quarta-feira (18).

Os diretores da Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil (Concrab) e do Instituto de Orientação Comunitária e Assistência Rural (Inocar), Milton Fornazieri e Ismael Rodrigues de Souza, respectivamente,  apresentaram o trabalho, a história e os objetivos das suas entidades, além dos resultados dos convênios com o poder público.

Clique e veja as apresentações da Concrab e do Inocar.

Apresentamos um resumo da apresentação de cada uma das entidades (clique abaixo). Nada disso teve repercussão na mídia.

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Blog da reforma agrária já está no ar

Do Blog do Miro

http://www.reformaagraria.blog.br

Estreou nesta quinta-feira, dia 18, o blog da rede de comunicadores em apoio à reforma agrária e contra a criminalização dos movimentos sociais. Está foi uma das decisões da reunião de montagem da rede, que ocorreu na semana passada na sede do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e que teve a presença de cerca de 100 pessoas, entre jornalistas, radialistas, blogueiros, estudantes e radiodifusores comunitários.

Um dos objetivos editoriais do blog é monitorar dos trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), instalada no final do ano passado por imposição da bancada ruralista que visa criminalizar os lutam por terra no país. A nova página também servirá para divulgar experiências bem sucedidas de reforma agrária, de assentamentos rurais e de agricultura familiar, que a mídia privada omite. Ela terá sessões fixas, como o raio-x do latifúndio, impactos do agronegócio, quem apóia a reforma agrária, entre outras.

O blog pretende ser um ponto de referência para outros sítios, blogs e publicações que tratam deste tema. Ele é aberto à colaboração de todos os que entendem a urgência da reforma agrária e que não aceitam a criminalização da luta pela terra promovida pelos latifundiários do campo e da mídia. Para aderir à rede de comunicadores basta acessar a página e fazer o cadastro. Contribua com textos, fotos, vídeos. Os responsáveis pelo blog são os signatários do manifesto de criação da rede.

Para ler o manifesto, clique aqui.

Veja ao vivo a sessão da CPMI

Publicado 17 de março de 2010 — por reformaagraria
Categoria (3) Monitor da CPMI e criminalização

Veja ao vivo pela TV Senado, na tarde desta quarta-feira, a sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) contra a Reforma Agrária.

Clique aqui ou insira o endereço mms://karazhan.senado.gov.br/wmtencoder/tv2.wmv no Windown Media Player.

A CPMI realiza neste momento audiência pública com representantes das entidades da reforma agrária, do Instituto de Orientação Comunitária e Assistência Rural (Inocar), Ismael Rodrigues de Souza, e da Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil (Conbrab), Milton Fornazieri.

A audiência acontece na sala 2 da Ala Nilo Coelho, no Senado Federal.

Os inimigos da Reforma Agrária

Publicado 16 de março de 2010 — por reformaagraria
Categoria (3) Monitor da CPMI e criminalização, (4) Latifúndio no banco dos réus

Os setores mais conservadores do Congresso Nacional escalaram o seu time de parlamentares para atuar na CPMI e nos bastidores. Esses parlamentares têm como características o ódio aos movimentos populares e o combate à Reforma Agrária e às lutas sociais no nosso país.

São fazendeiros e empresários rurais, que foram financiados por grandes empresas da agricultura e colocaram seus mandatos a serviço do latifúndio e do agronegócio. Nas costas, carregam denúncias de roubo de terras, desvio de dinheiro público, rejeição à desapropriação de donos de terras com trabalho escravo, utilização de recursos ilícitos para campanha eleitoral, devastação ambiental e tráfico de influência.

Essa CPMI faz parte de uma ofensiva desses parlamentares, que tem mais três frentes no Congresso. Até o fechamento desta edição, os nomes dos parlamentares indicados para a CPMI contra a Reforma Agrária já tinham sido lidos, mas os trabalhos não tinham começado. A CPMI pode se arrastar até junho de 2010. Abaixo, apresentamos os deputados e senadores que estão na linha de frente na defesa dos interesses da classe dominante rural.

Katia Abreu

KÁTIA ABREU / Senadora (DEM-TO) / Suplente na CPMI

• Formada em psicologia.

• Presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), eleita em 2008 para três anos de mandato. Foi presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (1995-2005).

• Dona de duas fazendas improdutivas que concentram 2.500 hectares de terras.

• Apresentou 23 projetos no Senado e apenas três foram aprovados, mas considerados sem relevância para o país, como a garantia de visita dos avós aos netos.

• Torrou 60% das verbas do seu gabinete com propaganda (R$ 155.307,37).

• É alvo de ação civil do Ministério Público na Justiça de Tocantins por descumprir o Código Florestal, desrespeitar povos indígenas e violar a Constituição.

• Integrante de quadrilha que tomou 105 mil hectares de 80 famílias de camponeses no município de Campos Lindos (TO). Ela e o irmão receberam 2,4 mil hectares com o golpe contra camponeses, em que pagaram menos de R$ 8 por hectare.

• Documentos internos da CNA apontam que a entidade bancou ilegalmente despesas da sua campanha ao Senado. A CNA pagou R$ 650 mil à agência de publicidade da campanha de Kátia Abreu.

Ronaldo Caiado

RONALDO CAIADO / Deputado Federal (DEM-GO)

• Formado em Medicina.

• Foi fundador e presidente nacional da União Democrática Ruralista (UDR).

• É latifundiário. Proprietário de mais 7.669 hectares de terras.

• Dono de uma fortuna avaliada em mais de R$ 3 milhões

• Não teve nenhum dos seus 19 projetos aprovados no Congresso.

• É investigado pelo Ministério Público Eleitoral por captação e uso ilícito de recursos para fins eleitorais. Não declarou despesas na prestação de contas e fez vários saques “na boca do caixa” para o pagamento de despesas em dinheiro vivo, num total de quase R$ 332 mil (28,52% do gasto total da campanha).

• Foi acusado de prática de crimes de racismo, apologia ou instigação ao genocídio por classificar os nordestinos como “superpopulação dos estratos sociais inferiores” e propor um plano para o extermínio: adição à água potável de um remédio que esterilizasse as mulheres.

Abelardo Lupion

ABELARDO LUPION / Deputado federal (DEM-PR) / Titular na CPMI

• É empresário e dono de diversas fazendas (três delas em São José dos Pinhais).

• Foi fundador e presidente da União Democrática Ruralista do Paraná.

• É um dos líderes mais truculentos da bancada ruralista na Câmara dos Deputados.

• Faz campanha contra a emenda constitucional que propõe a expropriação de fazendas que utilizam trabalho escravo.

• Apresentou somente cinco projetos no exercício do mandato. Nenhum foi aprovado.

• Sua fortuna totaliza R$ 3.240.361,21.

• Fez movimentação ilícita de R$ 4 milhões na conta bancária da mãe do coordenador de campanha. É réu no inquérito nº 1872, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), por crime eleitoral.

• Sofre duas representações por apresentar – em troca de benefícios financeiros – uma emenda para as transnacionais Nortox e Monsanto na Câmara, liberando o herbicida glifosato.

• A Nortox e a Monsanto financiaram a sua campanha em 2002. A Nortox contribuiu com R$ 50 mil para o caixa de campanha; já a Monsanto vendeu ao parlamentar uma fazenda de 145 alqueires, por um terço do valor de mercado.

• Participou de transação econômica fraudulenta e prejudicial ao patrimônio público da União em intermediação junto à Cooperativa Agropecuária Pratudinho, situada na Bahia, para adquirir 88 máquinas pelo valor de R$ 3.146.000, das quais ficou com 24.

• Deu para parentes a cota da Câmara dos Deputados, paga com dinheiro público, para seis voos internacionais para Madri e Nova York.

Onyx Lorenzoni

ONYX LORENZONI / Deputado Federal (DEM-RS) / Titular na CPMI

• Formado em medicina veterinária. É empresário.

• Membro da “Bancada da Bala”, defendeu a manutenção da venda de armas de fogo no Brasil durante o referendo do desarmamento.

• Gastou 64,37% da verba do seu gabinete com propaganda (R$ 230.621

• Campanha financiada por empresas como a Gerdau, Votorantin Celulose, Aracruz Celulose, Klabin e Celulose Nipo.

• Teve apenas um projeto aprovado em todo o seu mandato.

Alvaro Dias

ALVARO DIAS / Senador (PSDB-PR) / Titular na CPMI

• Formado em história. É proprietário rural.

• Foi presidente da CPMI da Terra (2003/2005), que classificou ocupações de terra como “crime hediondo” e “ato terrorista”.

• Não colocou em votação pedidos de quebra de sigilos bancários e fiscais de entidades patronais, que movimentaram mais de R$ 1 bilhão de recursos públicos. Não convocou fazendeiros envolvidos em ações ilegais de proibição de vistorias pelo Incra.

• Divulga na imprensa de forma ilegal fatos mentirosos sobre dados sigilosos das entidades de apoio às famílias de trabalhadores rurais para desmoralizar a luta pela Reforma Agrária.

• Não declarou R$ 6 milhões à Justiça Eleitoral em 2006. O montante é referente à venda de uma fazenda em 2002.

Heinze

LUIS CARLOS HEINZE / Deputado Federal (PP-RS)

• Formado em engenharia agrônoma.

• É latifundiário. Dono de diversas frações de terras, totalizando 1162 hectares.

• Fundador e primeiro-vice-presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (1989-1990).

• Seus bens somam mais de R$ 1 milhão.

• Nenhum dos seus projetos foi aprovado durante esta legislatura.

• Campanha foi financiada pela fumageira Alliance One, responsável por diversos arrestos irregulares em propriedades de pequenos agricultores.

• Defendeu o assassinato de três fiscais do trabalho em Unaí (MG), declarando que “os caras tiveram que matar um fiscal, de tão acuado que estava esse povo…”, justificando a chacina promovida pelo agronegócio (2008).

• É contra a regularização de terras quilombolas (descendentes de escravos), que representaria, para ele, “mais um entulho para os produtores rurais”.

Valdir Colatto

VALDIR COLATTO / Deputado Federal (PMDB/SC)

• Formado em engenharia agrônoma. Proprietário rural.

• Foi superintendente nacional da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) (2000-2002).

• Foi superintendente estadual do Incra em Santa Catarina (1985- 1986) e secretário interino da Agricultura de Santa Catarina (1987).

• Desapropriou área de 1.000 hectares para fins desconhecidos na mata nativa quando presidiu o Incra, causando prejuízos de R$ 200 milhões para o poder público.

• Apresentou projeto que tira do Poder Executivo e do Poder Judiciário e passa para o Congresso a responsabilidade pela desapropriação de terras por descumprimento da função social.

• É contra a demarcação das terras indígenas e quilombolas.

• Autor do projeto que transfere da União para estados e municípios a prerrogativa de fixar o tamanho das áreas de proteção permanente nas margens dos rios e córregos. Com isso, interesses econômicos locais terão maior margem para flexibilizar a legislação ambiental e destruir a natureza.

• É um dos pivôs de supostas irregularidades envolvendo o uso da verba indenizatória na Câmara dos Deputados.

(em Jornal Sem Terra, Dez 2009 )