Mais duas entidades que atuam em assentamentos, a Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf) e o Centro de Formação e Pesquisa Contestado (Cepatec), participaram de audiência pública na CPMI contra a Reforma Agrária, nessa quarta-feira (7/4).
Baixe as apresentações do Cepatec e da Fepaf em PDF.
As entidades apresentaram o trabalho realizado por meio de convênios com o poder público e negaram qualquer repasse a movimentos sociais do campo.
Segundo a representante do Cepatec, Salete Carollo, o principal objetivo da entidade é atender trabalhadores rurais beneficiados pela reforma agrária, inclusive, organizados pelos movimentos sociais. Sobre as parcerias internacionais que a entidade mantém com mais de 50 organizações de vários países, ela disse que todos os recursos entraram de maneira legal no país e passaram pelo Banco Central.
Já o representante da Fepaf, Edivaldo Domingues Velini, reforçou que a entidade é ligada à Universidade Estadual Paulista (Unesp) e reconhecida como utilidade pública municipal, estadual e federal.
“A nossa fundação não tem relação nenhuma com o MST. A fundação contrata exclusivamente levando em consideração a competência técnica dos profissionais”, disse.
No início dos anos 90, já com uma bolsa de estudos da Columbia University, voltaria à rotina de viagens pelo País, desta vez com uma proposta de pesquisa mais elaborada, dedicada a lançar luzes sobre a questão fundiária brasileira.
A persistência de uma estrutura fundiária fortemente concentradora, no entanto, continua sendo um problema grave no Brasil. Essa é uma das conclusões do Comunicado nº 42 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), intitulado PNAD 2008: setor rural, que será divulgado nesta quinta-feira, 1º de abril, às 10h, no auditório da sede do instituto em Brasília (SBS, Quadra 1, Bl. J, Ed. Ipea/BNDES, subsolo).
A entidade também promoveu o 1º Seminário Nacional sobre Infância na Reforma Agrária, contribuindo para a sistematização das experiências exitosas.
