Tag ‘produção agrícola’

Mais duas entidades apresentam trabalhos

Publicado 08 de abril de 2010 — por reformaagraria1
Categoria (3) Monitor da CPMI e criminalização

Mais duas entidades que atuam em assentamentos, a Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf) e o Centro de Formação e Pesquisa Contestado (Cepatec), participaram de audiência pública na CPMI contra a Reforma Agrária, nessa quarta-feira (7/4).

Baixe as apresentações do Cepatec e da Fepaf em PDF.

As entidades apresentaram o trabalho realizado por meio de convênios com o poder público e negaram qualquer repasse a movimentos sociais do campo.

Segundo a representante do Cepatec, Salete Carollo, o principal objetivo da entidade é atender trabalhadores rurais beneficiados pela reforma agrária, inclusive, organizados pelos movimentos sociais. Sobre as parcerias internacionais que a entidade mantém com mais de 50 organizações de vários países, ela disse que todos os recursos entraram de maneira legal no país e passaram pelo Banco Central.

Já o representante da Fepaf, Edivaldo Domingues Velini, reforçou que a entidade é ligada à Universidade Estadual Paulista (Unesp) e reconhecida como utilidade pública municipal, estadual e federal.

“A nossa fundação não tem relação nenhuma com o MST. A fundação contrata exclusivamente levando em consideração a competência técnica dos profissionais”, disse.

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Caos na cidade é causado pela falta de Reforma Agrária, conclui estudo do Ipea

O Comunicado nº 42 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), intitulado “PNAD 2008: setor rural”, avalia que muitos problemas presentes nas cidades têm raízes na “não realização de uma reforma agrária, isto é, de uma verdadeira política pública de distribuição de patrimônio”.

O documento rebate as teorias que colocam a Reforma Agrária em segundo plano. Sustenta que as 30 milhões de pessoas que vivem no meio rural formariam o quadragésimo país mais populoso do mundo, e o terceiro da América do Sul, atrás de Brasil e Argentina.

“O discurso que afirma a inexistência de demanda social por reforma agrária é o mesmo que apóia a criminalização de movimentos sociais de luta pela terra através dos quais essa demanda se torna mais explícita”, afirma.

Leia também reportagem da Repórter Brasil sobre o assunto.

Clique aqui para baixar a versão integral do estudo (em PDF).

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Democracia agrária

Publicado 05 de abril de 2010 — por reformaagraria1
Categoria (2) Reforma agrária e desenvolvimento, (5) Eu apoio a reforma agrária

Por Rodrigo Martins
Da Carta Capital

Professor da American University (EUA), Miguel Carter pesquisa há quase duas décadas os conflitos fundiários e a luta pela terra no Brasil.

Nascido no México e criado no Paraguai, o cientista político percorreu mais de 160 mil quilômetros a bordo de um fusca preto pelos rincões do Brasil desde 1987, quando, ainda estudante, decidiu desbravar o interior com um mochilão nas costas.

Olga Vlahou/CartaCapitalNo início dos anos 90, já com uma bolsa de estudos da Columbia University, voltaria à rotina de viagens pelo País, desta vez com uma proposta de pesquisa mais elaborada, dedicada a lançar luzes sobre a questão fundiária brasileira.

O pesquisador acaba de lançar um livro sobre o tema, Combatendo a Desigualdade Social – O MST e a reforma agrária no Brasil (Editora Unesp, 564 págs., R$ 65). Trata-se de uma coletânea de artigos escritos por renomados pesquisadores de universidades brasileiras, europeias e dos Estados Unidos, um trabalho que tem sido coordenado e organizado por Carter desde 2003.

Na obra, Carter destaca a importância da reforma agrária para reduzir as desigualdades sociais e defende a necessidade- de o Estado investir em políticas de redistribuição de renda. “Os estudos compravam que, quando temos uma situação de extrema desigualdade, isso atrapalha o desenvolvimento econômico.”

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Agricultura familiar lidera ocupação de trabalhadores no campo, diz Ipea

Publicado 31 de março de 2010 — por reformaagraria1
Categoria (2) Reforma agrária e desenvolvimento

Por Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada-Ipea

Comunicado do Ipea, que aponta para a necessidade de reforma agrária no Brasil,
será divulgado nesta quinta-feira em Brasília

A agricultura familiar é responsável pela grande maioria das ocupações no meio rural, se comparada a todos os demais vínculos ocupacionais, incluindo-se aí os postos de trabalho gerados pelo agronegócio.

Fonte: página do IpeaA persistência de uma estrutura fundiária fortemente concentradora, no entanto, continua sendo um problema grave no Brasil. Essa é uma das conclusões do Comunicado nº 42 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), intitulado PNAD 2008: setor rural, que será divulgado nesta quinta-feira, 1º de abril, às 10h, no auditório da sede do instituto em Brasília (SBS, Quadra 1, Bl. J, Ed. Ipea/BNDES, subsolo).

O estudo, feito por pesquisadores da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc) do Ipea, avaliou dados relativos à população rural de 2008 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE, e também do Censo Demográfico 2006.

A pesquisa avalia que a questão agrária ainda é importante no País, mesmo com a diferença em relação ao tamanho da população das cidades, e procura oferecer um quadro das condições de vida nas áreas rurais a partir de alguns indicadores sociais e de desenvolvimento humano, analisados sempre em perspectiva comparativa com o cenário urbano.

O Comunicado do Ipea explica, ainda, as razões que levaram a um aumento da renda domiciliar rural per capita entre 2004 e 2008. E lança um alerta sobre a grande quantidade de trabalhadores agrícolas que estão fora de qualquer relação de assalariamento, caracterizando um desafio à estrutura do sistema de direitos e garantias sociais.

A apresentação do estudo terá transmissão on-line pelos sites www.ipea.gov.br e www.agencia.ipea.gov.br . Jornalistas interessados poderão participar da coletiva on-line.

Para isso, devem se cadastrar previamente pelo e-mail coletiva@ipea.gov.br, enviando nome completo, veículo de comunicação e telefone. As perguntas deverão ser encaminhadas para este mesmo e-mail e serão respondidas ao vivo.

Pequenos agricultores apontam limites do Pronaf

Apesar da insuficiência das políticas de crédito do governo para pequenos produtores,
a agricultura familiar produz e emprega mais do que o agronegócio

Por Gisele Brito

O Brasil é um dos países mais industrializados do mundo e mais de 80% da sua população vive em centros urbanos.

Apesar disto, o País é um dos maiores produtores agrícolas do planeta, com 200 milhões de hectares de áreas agricultáveis. Mesmo com tantas terras, a concentração delas representa um dos principais motivos de desigualdade social e o trabalho no campo é pouco valorizado.

A agroindústria cresce cada vez mais e setores como o da soja e da pecuária são apontados tanto como responsáveispelos números positivos da balança comercial quanto pelo desmatamento da Amazônia.

Mesmo ocupando uma área menor do que a da agricultura industrializada – cerca de 24% contra 76% –, é o pequeno agricultor o responsável por cerca de 35% dos produtos que compõem as cestas básicas distribuídas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

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15 mil trabalhadores assentados alfabetizados

Publicado 26 de março de 2010 — por reformaagraria1
Categoria (2) Reforma agrária e desenvolvimento, (3) Monitor da CPMI e criminalização

O Instituto Técnico de Estudos Agrários e Cooperativismo (Itac) alfabetizou 15.000 jovens e adultos de assentamentos, capacitou 1575 professores educadores da Reforma Agrária e colabora nas turmas de Licenciatura em Educação do Campo.

Os resultados do trabalho desenvolvido em áreas de assentamentos pelo Itac, uma das entidades investigadas na CPMI contra a Reforma Agrária, foram apresentados (clique aqui) na sessão de quarta-feira (24/3).

A entidade também promoveu o 1º Seminário Nacional sobre Infância na Reforma Agrária, contribuindo para a sistematização das experiências exitosas.

Na área da saúde, participa da Rede Nacional de Educadores Populares em Saúde, com representantes de mais de 100 acampamentos e assentamentos.

Além disso, acompanha o trabalho de 60 coletivos locais de saúde e apóia também três cursos técnicos e dois de pós-graduação em saúde, envolvendo mais de 100 educadores.

Na área da cultura, capacitou mais de 150 multiplicadores em produção artesanal de violões; produção de audiovisual e danças populares.

A entidade também trabalha com a juventude e promoveu o 1º Encontro Nacional das Juventudes do Campo e da Cidade, com mais de 1.200 participantes de todo Brasil.

Anca ganhou duas vezes prêmio da Unicef

Publicado 24 de março de 2010 — por reformaagraria1
Categoria (2) Reforma agrária e desenvolvimento, (3) Monitor da CPMI e criminalização

Entidade alfabetizou mais de 40 mil
trabalhadores rurais em parceria com o MEC

Mais uma vez, as entidades que atuam em áreas rurais mostraram na CPMI contra a reforma agrária os resultados do seu trabalho em assentamentos e acampamentos.

A Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca) já alfabetizou cerca de 40 mil jovens e adultos, com o apoio do Ministério da Educação (2003 e 2006) e das organizações dos trabalhadores rurais.

Em reconhecimento ao seu trabalho com a população do campo na área de educação, a Anca recebeu duas vezes o prêmio Itaú-Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) (veja imagem).

O representante da Anca, Ademar Paulo Ludwig Suptitz, participou de audiência pública na CPMI e fez uma apresentação do trabalho da entidade durante seus 24 anos de existência.

Clique aqui e veja a apresentação da entidade na comissão.

A Anca nasceu em 1985 como uma ONG para atender demandas para os trabalhadores do campo.

É uma entidade civil sem fins lucrativos e atua nas cinco regiões do País.

Nesse período, foram mais de 200 mil famílias atendidas.

Trabalhou na capacitação de 3.900 educadores para o ensino fundamental, que atuam em aproximadamente 1000 escolas do campo.

Em parceria com a Unesco (1999/2001), desenvolveu ações para a educação infantil.

Na quarta-feira passada, as entidades da reforma agrária Concrab e Inocar também apresentaram o trabalho que realizam em assentamentos por meio de convênios com parceiros da sociedade civil e governos federal, estaduais e municipais.

Assista agora sessão da CPMI

Publicado — por reformaagraria1
Categoria (3) Monitor da CPMI e criminalização

Assista agora ao vivo pela TV Senado, na tarde desta quarta-feira, a sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) contra a Reforma Agrária.

Clique aqui ou insira o endereço mms://karazhan.senado.gov.br/wmtencoder/tv2.wmv no Windown Media Player.

Ademar Paulo Ludwig Suptitz, representante da Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca), e Gustavo Augusto Gomes de Moura, representante do Instituto Técnico de Estudos Agrários e Cooperativismo (Itac), entidades que atuam em assentamentos da reforma agrária, participam de audiência pública com senadores e deputados federais.

O que foi a sessão da CPMI desta quarta

Publicado 18 de março de 2010 — por reformaagraria
Categoria (2) Reforma agrária e desenvolvimento, (3) Monitor da CPMI e criminalização

Agência Senado

A Reforma Agrária casada com políticas públicas que viabilizam a organização dos assentamentos e a produção agrícola dá resultados extremamente positivos para os trabalhadores rurais.

Essa é a conclusão a que podemos chegar a partir do depoimento de representantes de entidades que atuam em parceria com o poder público para realizar projetos em assentamentos, duranta a sessão da CPMI contra a Reforma Agrária (foto), na tarde desta quarta-feira (18).

Os diretores da Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil (Concrab) e do Instituto de Orientação Comunitária e Assistência Rural (Inocar), Milton Fornazieri e Ismael Rodrigues de Souza, respectivamente,  apresentaram o trabalho, a história e os objetivos das suas entidades, além dos resultados dos convênios com o poder público.

Clique e veja as apresentações da Concrab e do Inocar.

Apresentamos um resumo da apresentação de cada uma das entidades (clique abaixo). Nada disso teve repercussão na mídia.

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Veja ao vivo a sessão da CPMI

Publicado 17 de março de 2010 — por reformaagraria
Categoria (3) Monitor da CPMI e criminalização

Veja ao vivo pela TV Senado, na tarde desta quarta-feira, a sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) contra a Reforma Agrária.

Clique aqui ou insira o endereço mms://karazhan.senado.gov.br/wmtencoder/tv2.wmv no Windown Media Player.

A CPMI realiza neste momento audiência pública com representantes das entidades da reforma agrária, do Instituto de Orientação Comunitária e Assistência Rural (Inocar), Ismael Rodrigues de Souza, e da Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil (Conbrab), Milton Fornazieri.

A audiência acontece na sala 2 da Ala Nilo Coelho, no Senado Federal.