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O Bê-a-bá da criminalização

Publicado 31 de março de 2010 — por reformaagraria1
Categoria (3) Monitor da CPMI e criminalização

O jornalista Marco Aurélio Weissheimer publicou no blog RS Urgente um artigo importante sobre as formas de repressão a manifestações populares pelas polícias dos governos tucanos de José Serra, em São Paulo, e Yeda Crusius, no Rio Grande do Sul.

Um dos procedimentos é a infiltração de policiais militares em atos públicos, para monitorar os manifestantes e causar tumultos para desmoralizá-los. É um método dos tempos de ditadura.

A criminalização promovida por governos estaduais a mobilizações de setores sociais, que são garantidas nas democracias, desrespeita em diversos pontos o artigo 5º da Constituição de 1988, como a liberdade de organização e manifestação do pensamento.

Os movimentos sociais do campo que lutam pela Reforma Agrária estão entre as principais vítimas dessa política de repressão às manifestações para a reinvidicação de direitos sociais.

Clique abaixo e leia o artigo do jornalista de Marco Aurélio Weissheimer.

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Tucano do mensalão vai para cima do MST

Publicado 24 de março de 2010 — por reformaagraria1
Categoria (3) Monitor da CPMI e criminalização

Do Conversa Afiada

O Conversa Afiada reproduz e-mail de amigo navegante, furioso:

PH, saindo do forno!

O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) foi eleito, hoje, presidente da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) do Congresso Nacional. Isso mesmo: o senador tucano, grão-mestre do mensalão do PSDB em Minas Gerais e autor do chamado “AI-5 Digital” , vai ter acesso a TODAS as informações do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin), atualmente sob comando do general Jorge Armando Félix, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional. Para tal, basta requerê-las em nome da CCAI. Ao tomar posse, Azeredo sequer disfarçou qual será sua verdadeira missão frente à Comissão de Inteligência. De cara, questionou a “falta de uma ação mais efetiva de inteligência nas áreas sindical e de organizações não-governamentais de caráter mais agressivo, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST)”.

Ou seja, os tucanos vão usar o sistema para, outra vez, tentar criminalizar os movimentos sociais.

Quem deve estar feliz é a Kátia Abreu.

DEMO-tucanos, aliados até a morte.

Paulo Henrique Amorim

Agronegócio recebeu 25 vezes mais que entidades da reforma agrária em convênios

Publicado 22 de março de 2010 — por reformaagraria1
Categoria (2) Reforma agrária e desenvolvimento, (3) Monitor da CPMI e criminalização

O pesquisador dos Estados Unidos, Miguel Carter, professor da School of International Service da American University Washington DC, escreve o seguinte no seu livro “Combatendo a desigualdade social – o MST e a Reforma Agrária no Brasil”, a respeito dos convênios de entidades do campo com o governo federal:

“Convênios assinados com diversos governos estaduais e autoridades federais têm facilitado verbas para projetos na área de educação e desenvolvimento rural. Entre 1995 e 2005, o governo federal desembolsou 41,7 milhões de reais para projetos administrados pela Concrab, Iterra e Anca, valor que representou só 4% daquilo adjudicado no mesmo período às principais entidades ruralistas do país.

“Estas cifras foram elaboradas a partir de dados publicados num relatório do Senado Federal, organizado pelo então deputado federal João Alfredo Telles Melo (2006, p.127, 177). As entidades ruralistas que receberam verbas do governo federal são as seguintes: a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB); a Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA); a Sociedade Rural Brasileira (SRB); o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (SESCOOP), próximo à OCB; e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), de estreita vinculação com a CNA e as suas afi liações estaduais, como a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (FARSUL), conforme detalhado em Melo (2006, p.184-8)”.

Será que o porta-voz do presidente derrubado Collor, que tenta mais uma vez desmoralizar a reforma agrária, vai fazer alguma coluna sobre essa leve diferença das políticas públicas para a pequena agricultura e para o agronegócio?

Bate uma pulga atrás da orelha: deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), será que a situação dos ruralistas está tão ruim que precisam lançar mão de determinados “jornalistas” para veicular informações do seu interesse?

Será uma reação à última sessão da CPMI, na qual as entidades da reforma agrária demonstraram o resultado dos convênios firmados com o governo?

Kátia Abreu será vice de Serra?

Publicado — por reformaagraria1
Categoria (3) Monitor da CPMI e criminalização

O colunista João Bosco Rabello, de O Estado de S.Paulo, anuncia na sua coluna deste domingo que o DEM quer a vaga de vice na chapa à Presidência de José Serra (PSDB).

O DEM que elegeu o ex-governador do Distrito Federal e atual presidiário José Roberto Arruda já tem um nome para o posto: a senadora pelo Tocantins, Kátia Abreu.

A inimiga da reforma agrária e representante do latifúndio modernizado (conhecido como agronegócio), embora suas terras sejam improdutivas e roubadas (leia matéria da Revista Carta Capital), chegaria à ante-sala da presidência da República.

O partido só abre mão da vaga se o governador de Minas Gerais Aécio Neves aceitar ser vice de Serra. É improvável. Ele já anunciou a sua candidatura ao Senado Federal.

Será que o presidente do PSDB e coordenador da campanha presidencial Sérgio Guerra, que se diz “completamente a favor” da reforma agrária e que “tem que tomar a terra de quem não produz” (veja vídeo), vai aceitar a indicação?

Se os tucanos negarem, o DEM planeja lançá-la à Presidência. Os cálculos do partido apontam que a senadora pode alcançar 15%  dos votos (será?).

Será que Kátia Abreu criou a CPMI contra a Reforma Agrária para ganhar projeção para ser candidata a presidente ou vice de Serra?

Veja o comentário de Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada.

Abaixo, veja os predicados que Kátia Abreu oferece aos tucanos e ao Brasil.

Katia Abreu

KÁTIA ABREU / Senadora (DEM-TO) / Suplente na CPMI

• Formada em psicologia.

• Presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), eleita em 2008 para três anos de mandato. Foi presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (1995-2005).

• Dona de duas fazendas improdutivas que concentram 2.500 hectares de terras.

• Apresentou 23 projetos no Senado e apenas três foram aprovados, mas considerados sem relevância para o desenvolvimento do país.

• Torrou 60% das verbas do seu gabinete com propaganda (R$ 155.307,37).

• É alvo de ação civil do Ministério Público na Justiça de Tocantins por descumprir o Código Florestal, desrespeitar povos indígenas e violar a Constituição.

Integrante de quadrilha que tomou 105 mil hectares de 80 famílias de camponeses no município de Campos Lindos (TO). Ela e o irmão receberam 2,4 mil hectares com o golpe contra camponeses, em que pagaram menos de R$ 8 por hectare.

Documentos internos da CNA apontam que a entidade bancou ilegalmente despesas da sua campanha ao Senado. A confederação pagou R$ 650 mil à agência de publicidade da campanha de Kátia Abreu.

Até presidente do PSDB quer Reforma Agrária

Publicado 17 de março de 2010 — por reformaagraria
Categoria (5) Eu apoio a reforma agrária

Embora seu partido não tenha feito nada além de propaganda durante oito anos de governo, o presidente do PSDB, Sergio Guerra, declarou que é “completamente a favor” da Reforma Agrária e defendeu que áreas improdutivas sejam destinadas a trabalhadores rurais sem-terra.

“Tem que dar terra a quem precisa de terra pra produzir, e tem que tomar a terra de quem não produz na terra”, afirmou Guerra. “Esse problema não está resolvido e, a rigor, cria adversários e pessoas que polemizam a Reforma Agrária nem sempre com objetivos construtivos”.

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) é dona de duas fazendas improdutivas que concentram 2.500 hectares de terras em Tocantins. O que ela vai achar dessa declaração?

Abaixo, assista a declaração, que foi dada em entrevista ao programa “É Notícia”, apresentado pelo jornalista Kennedy Alencar, na Rede TV, nesse domingo (14/3) à noite.

Ele disse que, na Zona da Mata, em Pernambuco, 70 mil famílias de trabalhadores rurais foram expulsas do campo com a expansão do latifúndio, nos últimos 50 anos, e vivem hoje em péssimas condições de vida em pequenas cidades.

“Milhares e milhares de pessoas foram para as pequenas cidades da Zona da Mata, para as periferias, e tem um vida absolutamente deprimente”. Ele defendeu também medidas públicas que viabilizem a produção nos assentamentos.

“As terras desapropriadas têm que ser produtivas. Tem que ter uma ação concreta para que as terras desapropriadas se transformem em terras produtivas, com gente que pode viver bem delas”, afirmou.

Apesar de o presidente do PSDB apoiar a Reforma Agrária, os governos estaduais que mais reprimem os movimentos sociais de luta pela terra são Rio Grande do Sul e São Paulo, governados pelos tucanos. Além disso, no Congresso Nacional, deputados do PSDB assinaram em massa a CPMI contra a Reforma Agrária.