Apesar da insuficiência das políticas de crédito do governo para pequenos produtores,
a agricultura familiar produz e emprega mais do que o agronegócio
Por Gisele Brito
O Brasil é um dos países mais industrializados do mundo e mais de 80% da sua população vive em centros urbanos.
Apesar disto, o País é um dos maiores produtores agrícolas do planeta, com 200 milhões de hectares de áreas agricultáveis. Mesmo com tantas terras, a concentração delas representa um dos principais motivos de desigualdade social e o trabalho no campo é pouco valorizado.
A agroindústria cresce cada vez mais e setores como o da soja e da pecuária são apontados tanto como responsáveispelos números positivos da balança comercial quanto pelo desmatamento da Amazônia.
Mesmo ocupando uma área menor do que a da agricultura industrializada – cerca de 24% contra 76% –, é o pequeno agricultor o responsável por cerca de 35% dos produtos que compõem as cestas básicas distribuídas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Clique abaixo para continuar a leitura
A entidade também promoveu o 1º Seminário Nacional sobre Infância na Reforma Agrária, contribuindo para a sistematização das experiências exitosas.
“Tem que investigar tudo. Não pode investigar um lado só. Tem que investigar isto. Porque a razão pela qual vai um pobre sem-terra incomodar os grandes fazendeiros é por isso. Se isso for resolvido, não tem nenhum sem-terra na frente de ninguém. Não precisa ter barracão de lona”, disse o presidente da
Trecho do livro “Combatendo a desigualdade social – o MST e a Reforma Agrária no Brasil”, de Miguel Carter, professor da School of International Service da American University Washington DC.