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Pequenos agricultores apontam limites do Pronaf

Apesar da insuficiência das políticas de crédito do governo para pequenos produtores,
a agricultura familiar produz e emprega mais do que o agronegócio

Por Gisele Brito

O Brasil é um dos países mais industrializados do mundo e mais de 80% da sua população vive em centros urbanos.

Apesar disto, o País é um dos maiores produtores agrícolas do planeta, com 200 milhões de hectares de áreas agricultáveis. Mesmo com tantas terras, a concentração delas representa um dos principais motivos de desigualdade social e o trabalho no campo é pouco valorizado.

A agroindústria cresce cada vez mais e setores como o da soja e da pecuária são apontados tanto como responsáveispelos números positivos da balança comercial quanto pelo desmatamento da Amazônia.

Mesmo ocupando uma área menor do que a da agricultura industrializada – cerca de 24% contra 76% –, é o pequeno agricultor o responsável por cerca de 35% dos produtos que compõem as cestas básicas distribuídas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

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15 mil trabalhadores assentados alfabetizados

Publicado 26 de março de 2010 — por reformaagraria1
Categoria (2) Reforma agrária e desenvolvimento, (3) Monitor da CPMI e criminalização

O Instituto Técnico de Estudos Agrários e Cooperativismo (Itac) alfabetizou 15.000 jovens e adultos de assentamentos, capacitou 1575 professores educadores da Reforma Agrária e colabora nas turmas de Licenciatura em Educação do Campo.

Os resultados do trabalho desenvolvido em áreas de assentamentos pelo Itac, uma das entidades investigadas na CPMI contra a Reforma Agrária, foram apresentados (clique aqui) na sessão de quarta-feira (24/3).

A entidade também promoveu o 1º Seminário Nacional sobre Infância na Reforma Agrária, contribuindo para a sistematização das experiências exitosas.

Na área da saúde, participa da Rede Nacional de Educadores Populares em Saúde, com representantes de mais de 100 acampamentos e assentamentos.

Além disso, acompanha o trabalho de 60 coletivos locais de saúde e apóia também três cursos técnicos e dois de pós-graduação em saúde, envolvendo mais de 100 educadores.

Na área da cultura, capacitou mais de 150 multiplicadores em produção artesanal de violões; produção de audiovisual e danças populares.

A entidade também trabalha com a juventude e promoveu o 1º Encontro Nacional das Juventudes do Campo e da Cidade, com mais de 1.200 participantes de todo Brasil.

Anca ganhou duas vezes prêmio da Unicef

Publicado 24 de março de 2010 — por reformaagraria1
Categoria (2) Reforma agrária e desenvolvimento, (3) Monitor da CPMI e criminalização

Entidade alfabetizou mais de 40 mil
trabalhadores rurais em parceria com o MEC

Mais uma vez, as entidades que atuam em áreas rurais mostraram na CPMI contra a reforma agrária os resultados do seu trabalho em assentamentos e acampamentos.

A Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca) já alfabetizou cerca de 40 mil jovens e adultos, com o apoio do Ministério da Educação (2003 e 2006) e das organizações dos trabalhadores rurais.

Em reconhecimento ao seu trabalho com a população do campo na área de educação, a Anca recebeu duas vezes o prêmio Itaú-Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) (veja imagem).

O representante da Anca, Ademar Paulo Ludwig Suptitz, participou de audiência pública na CPMI e fez uma apresentação do trabalho da entidade durante seus 24 anos de existência.

Clique aqui e veja a apresentação da entidade na comissão.

A Anca nasceu em 1985 como uma ONG para atender demandas para os trabalhadores do campo.

É uma entidade civil sem fins lucrativos e atua nas cinco regiões do País.

Nesse período, foram mais de 200 mil famílias atendidas.

Trabalhou na capacitação de 3.900 educadores para o ensino fundamental, que atuam em aproximadamente 1000 escolas do campo.

Em parceria com a Unesco (1999/2001), desenvolveu ações para a educação infantil.

Na quarta-feira passada, as entidades da reforma agrária Concrab e Inocar também apresentaram o trabalho que realizam em assentamentos por meio de convênios com parceiros da sociedade civil e governos federal, estaduais e municipais.

Assista agora sessão da CPMI

Publicado — por reformaagraria1
Categoria (3) Monitor da CPMI e criminalização

Assista agora ao vivo pela TV Senado, na tarde desta quarta-feira, a sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) contra a Reforma Agrária.

Clique aqui ou insira o endereço mms://karazhan.senado.gov.br/wmtencoder/tv2.wmv no Windown Media Player.

Ademar Paulo Ludwig Suptitz, representante da Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca), e Gustavo Augusto Gomes de Moura, representante do Instituto Técnico de Estudos Agrários e Cooperativismo (Itac), entidades que atuam em assentamentos da reforma agrária, participam de audiência pública com senadores e deputados federais.

Entidades depõem na CPMI nesta quarta

Publicado 23 de março de 2010 — por reformaagraria1
Categoria (3) Monitor da CPMI e criminalização

Dois representantes de entidades que atuam em assentamentos participam de audiência pública na CPMI contra a Reforma Agrária, nesta quarta-feira, dia 24.

Abaixo, leia a convocatória (ou clique aqui e veja o documento oficial do Senado).

A 7ª Reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, criada nos termos do Requerimento nº 24, de 2009 (CN), para, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, podendo ser prorrogado, apurar as causas, condições e responsabilidades relacionadas a desvios e irregularidades verificados em convênios e contratos firmados entre a União e organizações ou entidades de reforma e desenvolvimento agrários, investigar o financiamento clandestino, evasão de recursos para invasão de terras, analisar e diagnosticar a estrutura fundiária agrária brasileira e, em especial, a promoção e execução da reforma agrária, a realizar-se dia 24 de março de 2010, às 14:00 horas, na Sala de Reuniões n.º 02 da Ala Senador Nilo Coelho, Anexo II do Senado Federal.

PAUTA

Audiência Pública com a presença dos senhores:

Ademar Paulo Ludwig Suptitz
Representante da ANCA

Gustavo Augusto Gomes de Moura
Representante da ITAC

Agronegócio recebeu 25 vezes mais que entidades da reforma agrária em convênios

Publicado 22 de março de 2010 — por reformaagraria1
Categoria (2) Reforma agrária e desenvolvimento, (3) Monitor da CPMI e criminalização

O pesquisador dos Estados Unidos, Miguel Carter, professor da School of International Service da American University Washington DC, escreve o seguinte no seu livro “Combatendo a desigualdade social – o MST e a Reforma Agrária no Brasil”, a respeito dos convênios de entidades do campo com o governo federal:

“Convênios assinados com diversos governos estaduais e autoridades federais têm facilitado verbas para projetos na área de educação e desenvolvimento rural. Entre 1995 e 2005, o governo federal desembolsou 41,7 milhões de reais para projetos administrados pela Concrab, Iterra e Anca, valor que representou só 4% daquilo adjudicado no mesmo período às principais entidades ruralistas do país.

“Estas cifras foram elaboradas a partir de dados publicados num relatório do Senado Federal, organizado pelo então deputado federal João Alfredo Telles Melo (2006, p.127, 177). As entidades ruralistas que receberam verbas do governo federal são as seguintes: a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB); a Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA); a Sociedade Rural Brasileira (SRB); o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (SESCOOP), próximo à OCB; e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), de estreita vinculação com a CNA e as suas afi liações estaduais, como a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (FARSUL), conforme detalhado em Melo (2006, p.184-8)”.

Será que o porta-voz do presidente derrubado Collor, que tenta mais uma vez desmoralizar a reforma agrária, vai fazer alguma coluna sobre essa leve diferença das políticas públicas para a pequena agricultura e para o agronegócio?

Bate uma pulga atrás da orelha: deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), será que a situação dos ruralistas está tão ruim que precisam lançar mão de determinados “jornalistas” para veicular informações do seu interesse?

Será uma reação à última sessão da CPMI, na qual as entidades da reforma agrária demonstraram o resultado dos convênios firmados com o governo?

“Tem que investigar tudo”, defende Plínio

Publicado 20 de março de 2010 — por reformaagraria
Categoria (1) Raio-x do campo e impactos do agronegócio, (3) Monitor da CPMI e criminalização

“Tem que investigar tudo. Não pode investigar um lado só. Tem que investigar isto. Porque a razão pela qual vai um pobre sem-terra incomodar os grandes fazendeiros é por isso. Se isso for resolvido, não tem nenhum sem-terra na frente de ninguém. Não precisa ter barracão de lona”, disse o presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária (Abra) Plínio de Arruda Sampaio, que participou da sessão da CPMI contra a Reforma Agrária no dia 10 de março.

Na sua exposição, ele apresentou um panorama do quadro da pobreza rural, da concrentação da terra. Apontou também temas que devem ser investigados na comissão, como a estrutura fundiária, o analfabetismo nas áreas rurais e a inoperância da Justiça.

Plinio é advogado, militante do PSOL e diretor do “Correio da Cidadania”. Foi deputado federal pelo PT-SP (1985-91) e consultor da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação).

Clique abaixo e leia uma versão editada e organizada por subtítulos para facilitar a leitura da exposição do presidente da Abra.

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Vídeos do lançamento da rede

Veja vídeos do lançamento da Rede de Comunicadores pela Reforma Agrária, no dia 11 de março, na sede do Sindicato dos Jornalistas, em São Paulo, que teve a presença de João Pedro Stedile, do MST, e dos jornalistas Rodrigo Vianna e Paulo Henrique Amorim, signatários do manifesto em defesa da reforma agrária que já conta com a adesão de dezenas de assinaturas.

Abaixo, matéria em vídeo do MPost .

Assista também a apresentação do jornalista Paulo Henrique Amorim, disponibilizada no Blog do Tsavkko.

Também veja os vídeos com as exposições de João Pedro Stedile, da coordenação nacional do MST, e Altamiro Borges, do Portal Vermelho, gravadas por Raphael Garcia Tsavkko.

Pesquisador dos EUA lança livro sobre o MST

Publicado 19 de março de 2010 — por reformaagraria
Categoria (2) Reforma agrária e desenvolvimento, (5) Eu apoio a reforma agrária

“Confinar o lugar do MST na sociedade brasileira a uma força engajada só na luta pela terra, ou na busca por modelos alternativos para o desenvolvimento rural, é desconsiderar o panorama amplo.

“O MST não é só um fenômeno rural. Por trás das suas machas disciplinadas e do brilho de suas bandeiras vermelhas, há um fantasma que desafia as desigualdades seculares do Brasil.

“Apesar de muitos exageros, os temores provocados pelo Movimento são infundados. O MST subverte percepções, normas e costumes tradicionais. Ele perturba a “ordem natural das coisas”; expões, dá voz e canaliza as tensões subjacentes na sociedade brasileira.

“Alguns consideram essa agitação um anátema nacional, outros simpatizam com o seu impulso de ruptura com a ordem existente. Entre os últimos, muitos vêem no Movimento um poderoso símbolo e uma fonte de inspiração na luta por concretizar a promessa de igualdade de direitos e a plenitude da cidadania”.

Trecho do livro “Combatendo a desigualdade social – o MST e a Reforma Agrária no Brasil”, de Miguel Carter, professor da School of International Service da American University Washington DC.

Carter lança esse livro nesta sexta-feira, às 16h, no auditório da Editora Unesp, na Praça da Sé, 108 – 7º andar, no Centro de São Paulo (SP), em atividade promovida pela Editora Unesp, o Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (NEAD) e a Cátedra Unesco de Educação do Campo e Desenvolvimento Territorial.

Há quase duas décadas, ele pesquisa a questão agrária e os movimentos sociais do campo no Brasil. É doutor em Ciência Política pela Columbia  University, em New York, com pós-doutorado na University of Oxford, onde atuou como Research Fellow do Centro de Estudos Brasileiros.

O que foi a sessão da CPMI desta quarta

Publicado 18 de março de 2010 — por reformaagraria
Categoria (2) Reforma agrária e desenvolvimento, (3) Monitor da CPMI e criminalização

Agência Senado

A Reforma Agrária casada com políticas públicas que viabilizam a organização dos assentamentos e a produção agrícola dá resultados extremamente positivos para os trabalhadores rurais.

Essa é a conclusão a que podemos chegar a partir do depoimento de representantes de entidades que atuam em parceria com o poder público para realizar projetos em assentamentos, duranta a sessão da CPMI contra a Reforma Agrária (foto), na tarde desta quarta-feira (18).

Os diretores da Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil (Concrab) e do Instituto de Orientação Comunitária e Assistência Rural (Inocar), Milton Fornazieri e Ismael Rodrigues de Souza, respectivamente,  apresentaram o trabalho, a história e os objetivos das suas entidades, além dos resultados dos convênios com o poder público.

Clique e veja as apresentações da Concrab e do Inocar.

Apresentamos um resumo da apresentação de cada uma das entidades (clique abaixo). Nada disso teve repercussão na mídia.

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