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VÍDEO – A palavra dos ruralistas de Bagé

Publicado 02 de maio de 2010 — por reformaagraria1
Categoria (4) Latifúndio no banco dos réus

O Coletivo Catarse entrevistou ruralistas que montaram uma barreira, por mais de 15 dias, para impedir o andamento do processo de demarcação do Quilombo de Palmas, na cidade de Bagé, na Campanha gaúcha.

Na entrevista a seguir, o ruralista demonstra bem como pensam as entidades do agronegócio, como a Farsul, e os grandes proprietários: o Incra aparece como o bicho-papão do campo, um órgão “tendencioso” e que tenta jogar “o pobre contra o rico”; “o negro contra o branco”, no caso dos quilombolas.

O agronegócio ignora as desigualdades no campo e, como um parasita, usa e abusa do Estado para o seu benefício.

No entanto, quando se sente atingido por alguma política ou medida, logo se faz de vítima e coloca em ação o seu dinheiro, seja contra os sem -terra, quilombolas ou indígenas. E passa por cima das leis e nada acontece…

O laudo antropológico do Incra constata que a Comunidade do Quilombo de Palmas vive no local há cerca de 200 anos.

Mas os ruralistas da região de Bagé não aceitam. Dizem que “afrodescendente não é quilombola”.

Aí a turma da Kátia Abreu apela e monta as suas barreiras na rodovia (da mesma forma como fizeram para impedir o cumprimento da lei que determina a atualização dos índices de produtividade).

Trincheiras do latifúndio…

Veja aqui o vídeo.

O Bê-a-bá da criminalização

Publicado 31 de março de 2010 — por reformaagraria1
Categoria (3) Monitor da CPMI e criminalização

O jornalista Marco Aurélio Weissheimer publicou no blog RS Urgente um artigo importante sobre as formas de repressão a manifestações populares pelas polícias dos governos tucanos de José Serra, em São Paulo, e Yeda Crusius, no Rio Grande do Sul.

Um dos procedimentos é a infiltração de policiais militares em atos públicos, para monitorar os manifestantes e causar tumultos para desmoralizá-los. É um método dos tempos de ditadura.

A criminalização promovida por governos estaduais a mobilizações de setores sociais, que são garantidas nas democracias, desrespeita em diversos pontos o artigo 5º da Constituição de 1988, como a liberdade de organização e manifestação do pensamento.

Os movimentos sociais do campo que lutam pela Reforma Agrária estão entre as principais vítimas dessa política de repressão às manifestações para a reinvidicação de direitos sociais.

Clique abaixo e leia o artigo do jornalista de Marco Aurélio Weissheimer.

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