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O Bê-a-bá da criminalização

Publicado 31 de março de 2010 — por reformaagraria1
Categoria (3) Monitor da CPMI e criminalização

O jornalista Marco Aurélio Weissheimer publicou no blog RS Urgente um artigo importante sobre as formas de repressão a manifestações populares pelas polícias dos governos tucanos de José Serra, em São Paulo, e Yeda Crusius, no Rio Grande do Sul.

Um dos procedimentos é a infiltração de policiais militares em atos públicos, para monitorar os manifestantes e causar tumultos para desmoralizá-los. É um método dos tempos de ditadura.

A criminalização promovida por governos estaduais a mobilizações de setores sociais, que são garantidas nas democracias, desrespeita em diversos pontos o artigo 5º da Constituição de 1988, como a liberdade de organização e manifestação do pensamento.

Os movimentos sociais do campo que lutam pela Reforma Agrária estão entre as principais vítimas dessa política de repressão às manifestações para a reinvidicação de direitos sociais.

Clique abaixo e leia o artigo do jornalista de Marco Aurélio Weissheimer.

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Kátia Abreu será vice de Serra?

Publicado 22 de março de 2010 — por reformaagraria1
Categoria (3) Monitor da CPMI e criminalização

O colunista João Bosco Rabello, de O Estado de S.Paulo, anuncia na sua coluna deste domingo que o DEM quer a vaga de vice na chapa à Presidência de José Serra (PSDB).

O DEM que elegeu o ex-governador do Distrito Federal e atual presidiário José Roberto Arruda já tem um nome para o posto: a senadora pelo Tocantins, Kátia Abreu.

A inimiga da reforma agrária e representante do latifúndio modernizado (conhecido como agronegócio), embora suas terras sejam improdutivas e roubadas (leia matéria da Revista Carta Capital), chegaria à ante-sala da presidência da República.

O partido só abre mão da vaga se o governador de Minas Gerais Aécio Neves aceitar ser vice de Serra. É improvável. Ele já anunciou a sua candidatura ao Senado Federal.

Será que o presidente do PSDB e coordenador da campanha presidencial Sérgio Guerra, que se diz “completamente a favor” da reforma agrária e que “tem que tomar a terra de quem não produz” (veja vídeo), vai aceitar a indicação?

Se os tucanos negarem, o DEM planeja lançá-la à Presidência. Os cálculos do partido apontam que a senadora pode alcançar 15%  dos votos (será?).

Será que Kátia Abreu criou a CPMI contra a Reforma Agrária para ganhar projeção para ser candidata a presidente ou vice de Serra?

Veja o comentário de Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada.

Abaixo, veja os predicados que Kátia Abreu oferece aos tucanos e ao Brasil.

Katia Abreu

KÁTIA ABREU / Senadora (DEM-TO) / Suplente na CPMI

• Formada em psicologia.

• Presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), eleita em 2008 para três anos de mandato. Foi presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (1995-2005).

• Dona de duas fazendas improdutivas que concentram 2.500 hectares de terras.

• Apresentou 23 projetos no Senado e apenas três foram aprovados, mas considerados sem relevância para o desenvolvimento do país.

• Torrou 60% das verbas do seu gabinete com propaganda (R$ 155.307,37).

• É alvo de ação civil do Ministério Público na Justiça de Tocantins por descumprir o Código Florestal, desrespeitar povos indígenas e violar a Constituição.

Integrante de quadrilha que tomou 105 mil hectares de 80 famílias de camponeses no município de Campos Lindos (TO). Ela e o irmão receberam 2,4 mil hectares com o golpe contra camponeses, em que pagaram menos de R$ 8 por hectare.

Documentos internos da CNA apontam que a entidade bancou ilegalmente despesas da sua campanha ao Senado. A confederação pagou R$ 650 mil à agência de publicidade da campanha de Kátia Abreu.