O colunista João Bosco Rabello, de O Estado de S.Paulo, anuncia na sua coluna deste domingo que o DEM quer a vaga de vice na chapa à Presidência de José Serra (PSDB).
O DEM que elegeu o ex-governador do Distrito Federal e atual presidiário José Roberto Arruda já tem um nome para o posto: a senadora pelo Tocantins, Kátia Abreu.
A inimiga da reforma agrária e representante do latifúndio modernizado (conhecido como agronegócio), embora suas terras sejam improdutivas e roubadas (leia matéria da Revista Carta Capital), chegaria à ante-sala da presidência da República.
O partido só abre mão da vaga se o governador de Minas Gerais Aécio Neves aceitar ser vice de Serra. É improvável. Ele já anunciou a sua candidatura ao Senado Federal.
Será que o presidente do PSDB e coordenador da campanha presidencial Sérgio Guerra, que se diz “completamente a favor” da reforma agrária e que “tem que tomar a terra de quem não produz” (veja vídeo), vai aceitar a indicação?
Se os tucanos negarem, o DEM planeja lançá-la à Presidência. Os cálculos do partido apontam que a senadora pode alcançar 15% dos votos (será?).
Será que Kátia Abreu criou a CPMI contra a Reforma Agrária para ganhar projeção para ser candidata a presidente ou vice de Serra?
Veja o comentário de Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada.
Abaixo, veja os predicados que Kátia Abreu oferece aos tucanos e ao Brasil.

KÁTIA ABREU / Senadora (DEM-TO) / Suplente na CPMI
• Formada em psicologia.
• Presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), eleita em 2008 para três anos de mandato. Foi presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (1995-2005).
• Dona de duas fazendas improdutivas que concentram 2.500 hectares de terras.
• Apresentou 23 projetos no Senado e apenas três foram aprovados, mas considerados sem relevância para o desenvolvimento do país.
• Torrou 60% das verbas do seu gabinete com propaganda (R$ 155.307,37).
• É alvo de ação civil do Ministério Público na Justiça de Tocantins por descumprir o Código Florestal, desrespeitar povos indígenas e violar a Constituição.
• Integrante de quadrilha que tomou 105 mil hectares de 80 famílias de camponeses no município de Campos Lindos (TO). Ela e o irmão receberam 2,4 mil hectares com o golpe contra camponeses, em que pagaram menos de R$ 8 por hectare.
• Documentos internos da CNA apontam que a entidade bancou ilegalmente despesas da sua campanha ao Senado. A confederação pagou R$ 650 mil à agência de publicidade da campanha de Kátia Abreu.