O Coletivo Catarse entrevistou ruralistas que montaram uma barreira, por mais de 15 dias, para impedir o andamento do processo de demarcação do Quilombo de Palmas, na cidade de Bagé, na Campanha gaúcha.
Na entrevista a seguir, o ruralista demonstra bem como pensam as entidades do agronegócio, como a Farsul, e os grandes proprietários: o Incra aparece como o bicho-papão do campo, um órgão “tendencioso” e que tenta jogar “o pobre contra o rico”; “o negro contra o branco”, no caso dos quilombolas.
O agronegócio ignora as desigualdades no campo e, como um parasita, usa e abusa do Estado para o seu benefício.
No entanto, quando se sente atingido por alguma política ou medida, logo se faz de vítima e coloca em ação o seu dinheiro, seja contra os sem -terra, quilombolas ou indígenas. E passa por cima das leis e nada acontece…
O laudo antropológico do Incra constata que a Comunidade do Quilombo de Palmas vive no local há cerca de 200 anos.
Mas os ruralistas da região de Bagé não aceitam. Dizem que “afrodescendente não é quilombola”.
Aí a turma da Kátia Abreu apela e monta as suas barreiras na rodovia (da mesma forma como fizeram para impedir o cumprimento da lei que determina a atualização dos índices de produtividade).
Trincheiras do latifúndio…
Veja aqui o vídeo.
